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Contagem aponta redução do número de pirarucus em lagos de Pixuna do Tapará, em Santarém

O resultado da contagem foi apresentado na terça-feira 20 , no barracão da comunidade Pixuna do Tapará, em reunião com pescadores.

 

Uma queda de 8% no número de pirarucus foi registrada em lagos de Pixuna do Tapará, em Santarém, oeste do Pará, durante técnica de contagem. Os dados foram comparados com 2016, e sugerem que a região pode estar sob pressão da pesca predatória feita por invasores em seis lagos da comunidade.

O resultado da contagem foi apresentado na terça-feira (20), no barracão da comunidade Pixuna do Tapará. Pescadores, pesquisadores da Sapopema e representantes de entidades ligadas ao Meio Ambiente participaram da reunião para analisar os dados.

A contagem é um procedimento anual que serve de critério para análise de como tem sido feito o trabalho de monitoramento dos lagos e de que maneira os animais estão se reproduzindo.

Em Pixuna do tapará, o trabalho foi feito por uma equipe de biólogos da Sociedade Para Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (Sapopema) em parceria com pescadores da região no Lago Novo, Jacaré, Ressaca, Lago do Pixuna, Paranã e Buracão. No total, foram identificados 580 pirarucus juvenis (menos que 100cm) e 552 adultos (maiores que 100cm), somando 1.132 peixes dessa espécie de alto valor comercial. Em 2016, a equipe de biólogos contabilizou 1.225 pirarucus.

Para o biólogo da Sapopema que desenvolve o trabalho de monitoramento do manejo do recurso pesqueiro, Fábio Sarmento, dois motivos podem ter contribuído para a diminuição dos pirarucus. “Os fatores dessa queda podem ser a pesca predatória que ocorreu às vésperas da contagem no Lago Novo e a ausência de vegetação flutuante que desapareceu no ano passado”, disse.

No lago Jacaré, em 2016 foram contados 101 pirarucus. No ano seguinte o número caiu para 8. Já no Lago Novo eram 391, caindo para 138.

 

 

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