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Prefeitura de Juiz de Fora esclarece sobre decreto de situação de emergência devido à febre amarela

Órgão esclareceu alguns questionamentos feitos pelo G1, dentre eles os impactos que a medida vai trazer para o atendimento público.

 

Após decreto que colocou Juiz de Fora em situação de emergência por conta dos registros de febre amarela, a Prefeitura de Juiz de Fora esclareceu alguns pontos questionados pelo G1 nesta terça-feira (13) sobre a decisão. De acordo com o órgão, a medida “facilita ainda mais a tomada de algumas medidas, como contratação de leitos em hospitais conveniados assim como contratação de pessoal”.

No entanto, a Prefeitura não determinou se haverá aumento no número de leitos, e em quais unidades, e se já há recurso disponível em caixa para isto ou depende de repasse do Estado ou da União.

"O decreto municipal nos dá respaldo para utilizar estes recursos de forma mais ágil e juridicamente segura para contratação de pessoal e serviços, que acontecerá à medida da necessidade", esclareceu.

Sendo considerada referência no atendimento regional, recebendo pacientes no Hospital Universitário (HU) e no Hospital João Penido, o G1 quis saber quantos pacientes buscaram atendimento e quais municípios.

Sobre o questionamento, a Prefeitura se limitou a responder que "conforme o próprio decreto diz, a decisão foi tomada muito em função de sermos referência regional e também para termos mais agilidade e segurança jurídica para utilizar os recursos liberados pelo estado".

A decisão do prefeito Bruno Siqueira ocorreu 47 dias depois de o governo de Minas incluir as cidades das Unidades Regionais de Saúde de Barbacena e de Juiz de Fora no decreto estadual de emergência, além das áreas de Belo Horizonte, Itabira e Ponte Nova, que já constavam no documento publicado no dia 19 de janeiro.

À iniciativa do governo estadual, a cidade de Barbacena se antecipou e emitiu o comunicado decretando situação emergencial na cidade no dia 24 de janeiro.

A cidade de Viçosa também emitiu decisão semelhante no dia 23 de janeiro. No decreto, o prefeito Ângelo Chequer (PSDB) justificou a situação de casos de febre amarela e também da dengue.

Sobre a medida tardia com relação a outros municípios da região, a Prefeitura de Juiz de Fora se limitou a dizer que "a decisão foi tomada pelo corpo técnico responsável pelo monitoramento da doença na cidade, no momento que considerou necessário".

Situação da febre na região

O boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) divulgado nesta terça-feira (13) aponta que subiu para 38 o número de casos de mortes por febre amarela nas cidades da Zona da Mata e Campos das Vertentes.

São sete casos a mais se comparado ao último balanço do dia 6 de março, sendo que quatro deles são apenas em Lima Duarte. Já o município de Barroso aparece pela primeira vez na listagem, com um caso.

Juiz de Fora e Barbacena também tiveram aumento de mais uma morte.

Situação no Estado

Chega a 133 o número de mortes por febre amarela em Minas Gerais desde o fim do ano passado. Em relação ao último boletim epidemiológico, divulgado há uma semana, são 25 novos óbitos no estado.

De acordo com a secretaria, no total, 365 casos da doença foram confirmados no estado. Outros 630 seguem sob investigação.

Do total de casos confirmados, 318 (87,1%) se referem a pacientes do sexo masculino, e 47 (12,9%) do sexo feminino. Já entre as vítimas que morreram, apenas sete eram do sexo feminino.

Todos os casos foram confirmados laboratorialmente. A média de idade dos casos confirmados é de 48 anos. O mais novo tem 3 anos, e o mais velho, 88.

A letalidade por febre amarela em Minas Gerais é de aproximadamente 36,4%.

O informe epidemiológico divulgado nesta terça se refere ao monitoramento da SES iniciado em julho de 2017. Segundo a pasta, entre o início do monitoramento até dezembro de 2017, não foram registradas mortes.

Febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos infectados. Em área rural ou de floresta, os macacos são os principais hospedeiros e a transmissão ocorre pela picada dos mosquitos transmissores infectados Haemagogus e Sabethes. Nas cidades, a doença pode ser transmitida principalmente por mosquitos da espécie Aedes aegypti. Não há transmissão direta de pessoa a pessoa.

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

Febre amarela: perguntas e respostas

 

 

 

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