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Moradores se mobilizam para evitar pesca predatória em lagos e igarapés na região do Ituqui

O Lago Santíssimo é um dos principais locais onde a pesca predatória ocorre. Moradores fazem fiscalizações para evitar práticas criminosas nas regiões de rios.

 

Práticas criminosas recorrentes em lagos e igarapés da região colocam em risco várias espécies de peixes e têm causado preocupação aos moradores. Na região do Ituqui, em Santarém, no oeste do Pará, malhadeiras com mais de 100 metros estão sendo usadas para capturar pescado por meio de arrastões - um dos métodos de pesca predatória excessiva.

Moradores têm feito reuniões para elaborar medidas que combatam a pesca ilegal na região do Ituqui (Foto: Sapopema/Divulgação) Moradores têm feito reuniões para elaborar medidas que combatam a pesca ilegal na região do Ituqui (Foto: Sapopema/Divulgação)

Moradores têm feito reuniões para elaborar medidas que combatam a pesca ilegal na região do Ituqui (Foto: Sapopema/Divulgação)

De acordo com os moradores, com a ação dos invasores as espécies protegidas por meio da portaria do defeso podem sofrer danos ambientais irreversíveis a curto e médio prazo. A pesca deveria seguir as regras previstas nas Instruções Normativas e no Plano de Utilização revisado recentemente. Porém, a realidade tem sido outra.

Um dos principais locais que mais apresenta registros de pesca ilegal é o Lago Santíssimo. Na quarta-feira (4) foi realizada uma reunião no barracão da comunidade São Benedito para tratar sobre esta situação na região. Esteve a frente do encontro o Conselho Regional do Ituqui.

Órgãos ligados a defesa do meio ambiente e outras entidades também participaram do encontro, como a Defensoria Pública, Defesa Civil, Colônia de Pescadores Z-20 e a Sociedade para a Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (Sapopema).

Para a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Socorro Pena, esses encontros são importantes e determinantes na elaboração de medidas que combatam às práticas danosas aos lagos. “É importante essa organização das comunidades para resistir às invasões e cobrar das autoridades competentes a fiscalização. Ituqui é uma região de muitos conflitos e infelizmente o estoque pesqueiro vem esgotando de forma acelerada”, disse.

Medidas de proteção

Para manter os lagos protegidos, aos próprios moradores fazem a fiscalização para evitar que invasores causem prejuízos. Segundo os comunitários, as ações não têm suporte ou apoio dos órgãos federais, estaduais ou municipais.

Além da pesca predatória, outra questão apresentada pela comunidade diz respeito a venda de terras feita de maneira ilegal. A comunidade denuncia que fazendeiros estão comprando terras e provocando conflitos na região.

 

 

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