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Instituto Federal promove atividades de reflexão sobre os povos indígenas do Baixo Rio Tapajós

Para os indígenas, muitas pessoas não conhecem a realidade dos povos, o que tem gerado conflitos.

 
 -  Alunos do IFPA participam de atividades em comemoração ao dia do índio.  Foto: Bruna Nobre/G1
Alunos do IFPA participam de atividades em comemoração ao dia do índio. Foto: Bruna Nobre/G1

Em comemoração ao dia do índio, o Instituto Federal do Pará (IFPA) está realizando, durante o mês de abril, atividades que buscam criar na comunidade acadêmica uma reflexão sobre os povos indígenas da região do Baixo Rio Tapajós. A primeira delas ocorreu nesta sexta-feira (13), no auditório do Instituto, com a exibição do documentário “Terra dos encantados”.

Inspirados no filme, os alunos partirão para a produção do seu próprio vídeo. A confecção ocorrerá dos dias 16 a 20 de abril, na escola de educação indígena Borari, em Alter do Chão, e será exibido no dia 27 de abril durante a abertura dos jogos indígenas do IFPA.

Segundo a professora e coordenadora do projeto, Mábia Sales, as atividades permitem uma importante discussão sobre a cultura indígena que ainda enfrenta muitas barreiras para de fato ser reconhecida.

“Aqui os alunos têm a oportunidade de discutir, assistir e participar, de maneira mais lúdica, sobre temas relevantes para a sua formação”, comentou.

Pajé Paulo Borari participa da exibição do documentário "Terra dos Encantados", no IFPA. (Foto: Bruna Nobre/G1) Pajé Paulo Borari participa da exibição do documentário "Terra dos Encantados", no IFPA. (Foto: Bruna Nobre/G1)

Pajé Paulo Borari participa da exibição do documentário "Terra dos Encantados", no IFPA. (Foto: Bruna Nobre/G1)

Para o pajé Paulo Borari, o trabalho audiovisual possibilita que o reconhecimento da cultura chegue à academia, quebrando barreiras e estereótipos, do que ainda se pensa sobre o índio.

“Sabemos que foi criada uma imagem do indígena do passado, que não se ressignificou. Hoje a realidade é totalmente outra. “Muitas pessoas não conhecem a nossa realidade. Estamos em um lugar que já foi uma aldeia indígena e hoje é uma cidade grande, mas continua com muitos indígenas presentes”, explicou o Pajé.

Segundo o aluno do segundo ano do curso de Agropecuária, Arthur Almeida, ainda há muito que se aprender sobre a nossa região, principalmente no que se refere às incipientes técnicas de cultivo desenvolvidas pelos índios. “Aprendemos sobre técnicas de cultivo indígena no curso, então conhecer mais sobre eles é muito importante pra gente”, finalizou.

 

 

 

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