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Pesca predatória em lago põe em risco a subsistência dos ribeirinhos da região do Ituqui, em Santarém

Cerca de 450 famílias sobrevivem da pesca artesanal, e a captura de forma ilegal acaba levando os peixes grandes e deixando os filhotes mortos.

 

Não é de hoje que os comunitários da região do Ituqui, em Santarém, oeste do Pará, vêm sofrendo com a prática criminosa da pesca predatória. Isso porque, só naquela área, cerca de 450 famílias sobrevivem da pesca artesanal, e a captura do pescado de forma ilegal, põe em risco a subsistência dos ribeirinhos.

Em um encontro realizado sexta-feira (20), na comunidade Piracauera de Cima, entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), o Conselho Regional de Pesca da Região do Urucurituba, o Instituto de Pesquisa da Amazônia/Baixo Amazonas (Ipam/BAM), a Colônia de Pescadores de Pescadores Z-20 e lideranças comunitárias, os comunitários relataram denúncias de crimes ambientais relacionados à captura de peixes de forma predatória.

A principal reclamação é quanto à pesca por meio de arrastões, que acaba levando os peixes grandes e deixando os filhotes mortos, gerando grande prejuízo aos ribeirinhos e ao meio ambiente.

Segundo a diretora do Ipam/BAM, Alcilene Guimarães, a pesca predatória é cada vez mais presente e preocupa os órgãos ambientais. “É elevado volume de denúncias, mas é um trabalho que só com as parcerias institucionais se pode avançar”, afirmou.

Segundo o fiscal ambiental, Cláudio Santarém, a equipe de fiscalização deve traçar novas estratégias de atuação para a área. "Como destacado pelos comunitários, os principais cursos d'agua atingidos por criminosos ambientais são o Lago do Itarim e Pacoval, que sofrem com a invasão de pesca inadequada", afirmou.

Em operações realizadas na região, em 2017, materiais e instrumentos proibidos para a pesca, como malhadeiras de arrastão, foram apreendidos pelos órgãos de fiscalização. Em 2018, segundo a Semma, já ocorreram algumas fiscalizações, e novas operações sigilosas e intervenções de educação ambiental, vão ocorrer naquela localidade.

A pena para quem for flagrado desrespeitando as áreas de preservação ambiental ou praticar a pesca predatória usando instrumentos proibidos varia de acordo com o crime previsto na lei 9.605/98, que trata sobre crimes ambientais. A ação de fiscalização conta com a contribuição da população.

Quem quiser denunciar, pode ligar direto para o Niop (190), ou apresentar as demandas pessoalmente à Semma, localizada na Trav. Silva Jardim, nº 370, bairro Aldeia, ou pelo (93) 3522 5452. A identidade do cidadão será mantida em absoluto sigilo.

 

 

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