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Júri absolve um e condena três envolvidos em crimes de homicídios da operação '''Navalha na Carne'''

As penas chegaram a mais de 70 anos de reclusão. Ainda para este mês de maio, estão marcadas as próximas sessões, quando serão ouvidos mais 14 acusados.

 

Dos quatro réus acusados da operação "Navalha na Carne", envolvidos em um grupo de extermínio que atuava em Belém entre os anos de 2005 e 2008, três foram condenados e um absolvido pelo conselho de sentença. Sentença foi divulgada no fim da noite de terça-feira (15). Eles receberam penas que chegam a mais de 70 anos de prisão por crimes como homicídio qualificado, formação de quadrilha, extorsão mediante sequestro e ocultação de cadáver.

O ex-cabo da Polícia Militar Rosevan Moraes Almeida foi condenado a 76 anos de prisão. O técnico em contabilidade Mauro Reis Coelho e o policial militar José Percival da Conceição Moraes receberam cada um a pena de 46 anos de prisão.

O único absolvido pelos crimes foi o mototaxista Luís Henrique Gomes Cabral. Ainda para este mês de maio, estão marcadas as próximas sessões, quando serão ouvidos mais 14 acusados.

Entenda o caso

A operação “Navalha na Carne” foi deflagarada em 2008, e cumpriu 23 mandados de prisão decretados pela Justiça contra civis e policiais, acusados de envolvimento em um grupo de extermínio responsável por diversos crimes, como cárcere privado, tráfico de drogas, concussão (exigir vantagem indevida), homicídios, tráfico de armas, formação de bando ou quadrilha e roubo. As prisões aconteceram na região metropolitana de Belém e em Redenção, sul do Pará.

As investigações mostram que a ação criminosa tem início com a eliminação de supostos bandidos. Em 2008, foram contabilizados 23 homicídios na RMB. Estima-se que, pelo menos, 50 mortes foram praticadas pelo grupo, feitas sob encomenda.

Um cabo da PM lotado no 10° Batalhão de Icoaraci é apontado como o líder do grupo. Segundo o promotoria, os PMs chegaram a usar, em alguns dos crimes cometidos no horário de trabalho, viaturas e armas oficiais.

 

 

 

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