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Assassinato de jovens no Ceará reduz número de internos em centros para infratores, diz juiz

Centro socioeducativo Mártir Francisco, onde jovens foram retirados a força e vítimas de chacina, foi reaberto sem todas as vagas ocupadas.

 
 -  Ceará tem o maior índice de assassinato de adolescentes  Foto: Unicef/Reprodução
Ceará tem o maior índice de assassinato de adolescentes Foto: Unicef/Reprodução

A quantidade de adolescentes detidos em centros socioeducativos do Ceará reduziu nos últimos anos devido a "um número excessivo de assassinatos" de jovens no estado, conforme o juiz da 5ª Vara da Criança e do Adolescente, Manuel Clístenes.

Conforme o juiz, há um aumento de crimes e infrações praticados no Ceará nos últimos quatro anos, e "paradoxalmente [há] um número de adolescentes menor internado".

"Há hoje um número excessivo de assassinatos em Fortaleza. Uma boa parte... aliás, quase todos esses jovens que são assassinados têm de alguma maneira o envolvimento com a criminalidade e aí esse indivíduo nem sequer ficha infracional ele chega a ter", diz Clístenes.

"Antes dele aparecer no nosso radar, aparecer no nosso sistema, ele já está sendo morto. E isso de fato influi, cada indivíduo desse que perde a vida é um a menos que vai entrar no sistema educacional."

Um estudo divulgado em 2017 pela Unicef, órgão da ONU responsável por ações voltadas para jovens, afirmou que o Ceará é o estado onde mais se mata adolescentes no Brasil.

Conforme a Unicef, o índice de homicídios de adolescentes no Ceará é 8,71; em segundo lugar no ranking negativo aparece Alagoas, com 8,18. O número de adolescentes mortos no Ceará em proporção à população é quase 10 vezes maior que o do estado que aparece com o índice mais baixo, Santa Catarina, com 0,93.

Ceará tem o maior índice de assassinato de adolescentes (Foto: Unicef/Reprodução) Ceará tem o maior índice de assassinato de adolescentes (Foto: Unicef/Reprodução)

Ceará tem o maior índice de assassinato de adolescentes (Foto: Unicef/Reprodução)

Chacina no MártirFrancisca

O Centro Socioeducativo Mártir Francisca foi reinaugurado meses após a chacina que vitimou quatro jovens que frequentavam o local. Eles foram retirados a força do local e assassinados a tiros. A polícia suspeita de que o crime tenha sido motivado por rivalidade entre facções criminosas.

O local tem capacidade para 40 jovens, mas mantém atualmente 25. "A gente está tentando com uma capacidade, depois a gente coloca mais 10, vai testando o espaço, depois coloca mais 10, vê que vai ficar, se alguém vai evadir", afirma Clístenes.

No entanto, com a matança de jovens no Ceará, há uma menor demanda por vagas nos centros, afirma o juiz.

 

 

 

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