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No Festival de Cannes, equipe de filme brasileiro protesta contra '''genocídio indígena''' no Brasil

Documentário Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos está na mostra Um Certo Olhar do evento francês. Filmagens foram na comunidade Krahô, no estado de Tocantins, durante nove meses.

 
 -  Os produtores brasileiros Thiago Macedo Correia e Ricardo Alves Jr., a coordenadora de produção brasileira Isabella Nader, a cineasta Renée Nader Mes
Os produtores brasileiros Thiago Macedo Correia e Ricardo Alves Jr., a coordenadora de produção brasileira Isabella Nader, a cineasta Renée Nader Mes

A equipe do filme "Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos" denunciou no tapete vermelho de Cannes o "genocídio indígena" no Brasil, com cartazes em vários idiomas.

A produção da brasileira Renée Nader Messora e do português João Salaviza, exibida na mostra Um Certo Olhar, foi filmada na comunidade Krahô, no estado de Tocantins, durante nove meses.

Os dois cineastas, assim como os protagonistas do filme, Ihjãc Krahô e Koto Krahô, e os produtores compareceram à exibição com roupas pretas e cartazes de protesto.

"Pelo fim do genocídio indígena" e "Demarcação já", afirmavam os cartazes em português, inglês e francês.

Produtores e atores brasileiros em protesto contra morte de indígenas no Festival de Cannes, na França (Foto: LOIC VENANCE / AFP) Produtores e atores brasileiros em protesto contra morte de indígenas no Festival de Cannes, na França (Foto: LOIC VENANCE / AFP)

Produtores e atores brasileiros em protesto contra morte de indígenas no Festival de Cannes, na França (Foto: LOIC VENANCE / AFP)

O protesto responde à mobilização de líderes indígenas no Brasil, que acusam o governo do presidente Michel Temer de negar-se a demarcar as terras indígenas e favorecer os empresários rurais.

Em uma entrevista à France Presse, Renée Nader Messora e João Salaviza criticaram o "perigoso discurso" político atual que "nega" aos índios sua condição, simplesmente porque adotam costumes ocidentais, como usar roupas ou ter um celular.

"Ser indígena é um modo de ser e não de aparentar", declarou Salaviza.

 

 

 

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