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'''Deadpool 2''', '''Querida Mamãe''' e '''Entre laços''' são os filmes que estreiam nos cinemas; G1 comenta em VÍDEO

Além do filme do anti-herói da Marvel, drama brasileiro e outro japonês são estreias da semana.

 
 -  Josh Brolin e Ryan Reynolds em cena de   39;Deadpool 2  39;  Foto: Divulgação
Josh Brolin e Ryan Reynolds em cena de 39;Deadpool 2 39; Foto: Divulgação

A estreia mais esperada desta semana nos cinemas brasileiros é "Deadpool 2". Mas se você não curte filme de super-heróis, o cardápio de estreias tem dois dramas: um brasileiro e outro japonês. A programação tem também a estreia de um documentário e de uma história de três partes na Argélia.

Josh Brolin e Ryan Reynolds em cena de 'Deadpool 2' (Foto: Divulgação) Josh Brolin e Ryan Reynolds em cena de 'Deadpool 2' (Foto: Divulgação)

Josh Brolin e Ryan Reynolds em cena de 'Deadpool 2' (Foto: Divulgação)

'Deadpool 2'

Sem a vantagem do fator surpresa de seu antecessor, “Deadpool 2” tem dois grandes desafios:

  • Manter o nível alto estabelecido pela produção anterior;
  • Continuar o caminho de purificação de Ryan Reynolds através da “auto-zoação” em busca da redenção. O ator claramente acredita que precisa pagar por pecados como o pavoroso “Lanterna Verde” (2011) ou a desastrosa primeira versão de Deadpool nos cinemas, em “X-Men Origens: Wolverine” (2009).

Veja o trailer de 'Deadpool 2

Veja o trailer de 'Deadpool 2'

De certa forma, ele supera tais obstáculos, que não tinha no primeiro. A continuação é engraçada, apresenta belíssimas – e sanguinolentas – cenas de ação e conta com uma história que mantém a simplicidade, mesmo com as dificuldades de seus elementos de viagem no tempo.

'Querida mamãe'

Não é fácil adaptar uma peça para o cinema, ainda mais quando se tem, como em “Querida Mamãe”, apenas duas personagens em cena na maior parte do tempo, mãe e filha – aqui, interpretadas por Selma Egrei e Letícia Sabatella. O texto de Maria Adelaide Amaral, de 1994, é expandido em suas situações e personagens, nem sempre bem resolvidos.

Helô (Sabatella) e Ruth (Egrei) sempre tiveram uma relação tensa, e o presente só potencializa os problemas. A primeira vive um casamento que parece estar com os dias contados, enquanto sua mãe pode estar com câncer no pulmão.

A entrada de novos personagens, como o marido de Helô (Marat Descartes) e um novo interesse romântico dela (Claudia Missura) dissipam a força do texto original que estava na tensão entre o embate e o carinho das duas protagonistas. Embora as atrizes centrais sejam mais do que empenhadas, elas obviamente não podem superar roblemas que independem de seu desempenho. (Reuters)

'Entre laços'

“Entre-Laços”, da diretora japonesa Naoko Ogigami, também autora do roteiro, é um filme sensível que aborda um tema cada dia mais atual: a nova formação dos núcleos familiares, com homossexuais e transexuais assumindo papel relevante na condução dos filhos, e as dificuldades que enfrentam para superar preconceitos.

O filme tem dois condutores importantes, que criam empatia na plateia. Primeiro, a menina Tomo (Rinka Kakihara), de 11 anos, abandonada pela mãe, e que passa a ser criada pelo tio, Makio (Kenta Kiritani), e por sua namorada, Rinko (Toma Ikuta), uma mulher transexual. Para Tomo, é um mundo novo que vem acompanhado de muitos problemas, como a dificuldade de aceitação de Rinko pela sociedade conservadora.

Toma Ikuta é o centro irradiador da história e consegue, com seus gestos contidos, delicados, mas decididos, a cumplicidade do espectador. E sua luta pela aceitação torna-se também a luta da pequena Tomo, que começou a viver em um mundo novo e não quer abrir mão dele. (Reuters)

'O Processo'

Num cinema como o brasileiro, que atingiu uma excelência no documentário simbolizada pela presença de um mestre de reconhecimento internacional como Eduardo Coutinho (1933-2014), a cineasta Maria Augusta Ramos encontrou seu lugar na escavação das camadas que recobrem instituições como o Judiciário – que ela desbravou em documentários afiados como Justiça (2004) e Juízo (2013).

Novamente ela exerce essa sua marca característica no ambicioso “O Processo”, que investiga os meandros do impeachment da presidente Dilma Roussef, em 2016. Mais uma vez sem se valer de entrevistas, Maria Augusta instala-se com sua câmera no coração do drama, em Brasília, acompanhando momentos seletos, a partir da sessão do Congresso que definiu a admissibilidade do processo.

A cineasta joga seus espectadores no centro dos acontecimentos – uma experiência atordoante, diante dos sentimentos despertados. Comportando-se como se estivesse invisível, Maria Augusta capta a exasperação crescente das reuniões do Senado, nas discussões sobre o impeachment, e os naturais embates entre defensores e adversários da petista. (Reuters)

'Na natureza do tempo'

O diretor estreante Karim Moussaoui faz um retrato de sua terra natal, a Argélia, em “Na Natureza do Tempo”. O longa é composto de três histórias que mais se complementam do que se conectam, e têm como cenário um país que ainda vive as consequências de uma guerra civil, que acabou em 2002.

A primeira parte tem como protagonista um construtor (Mohamed Djourhri) enfrentando problemas envolvendo a ex-mulher (Sonie Mekkiou) e sua segunda esposa (Aure Atika), que quer voltar para a França.

A parte do meio é protagonizada por um funcionário do empreiteiro (Mehdi Ramdani) que viaja com os vizinhos para o casamento da filha deles, com quem ele teve um romance. E, por fim, o último capítulo tem ao centro um médico (Hassan Kachach) acusado de estupro.

O resultado é um tanto irregular – com a segunda parte se destacando –, mas ainda assim capaz de captar o clima de um país ainda em recuperação de uma história sempre turbulenta. (Reuters)

 

 

 

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