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POLÍTICA

Taques afirma que vagabundos se transformam em santos em delação

 
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Governador Pedro Taques minimizou a importância das delações ao comentar a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra os primos dele, Paulo Taques e Pedro Zamar, e mais 56 pessoas no âmbito das Operações Bereré e Bônus. “Quando o MPE apresenta a denúncia, não quer dizer que o cidadão seja condenado. Agora, a delação está transformando vagabundos em santos. Transformando malandros em santos”

A declaração ocorreu durante a entrega de computadores para equipar centrais municipais de regulação e 16 Complexos Reguladores Regionais da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT), no Distrito Industrial de Cuiabá. Jornalistas que cobriam o evento questionaram sobre o conselho dado pelo ex-governador Silval Barbosa, que fechou acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), para que os primos Taques façam a delação.

A reação do governador também teve como alvo os empresários envolvidos na Bereré, que estão colaborando com a justiça.

Apesar da crítica, Taques admitiu que o instrumento delação têm colaborado com a justiça. “Tem trazido grandes instrumentos de condenação e limpeza no Brasil, mas, condenação, com base em delação, precisa ter prova”, reforçou.

O governador disse que ainda não analisou a denúncia do MPE, mas que faz questão de ler o documento, que tem 486 páginas, para saber qual ato o Governo deixou de praticar em relação ao contrato do Detran com a empresa e EIG, investigada por suspeitas de fraudes no órgão. “Desde o primeiro dia do governo, nós iniciamos as tratativas em respeito deste contrato (da com o Detran). Tem o decreto 02, que manda fazer as auditorias nos contratos”, afirma lembrando o decreto publicado no dia 4 de abril no Diário Oficial do Estado, mas que até hoje não foi cumprido e determina, entre uma série de medidas, o afastamento do diretor da empresa e a suspensão de pagamento à contratada.

Segundo Pedro Taques, a atual gestão, mesmo não sabendo qual era o tamanho do esquema no Detran, questionou o contrato com a EIG. “Roger (Jarbas) fez tudo o que poderia fazer neste contrato. A nossa administração que diminuiu os ganhos desta empresa”, lembrou. “Queria fazer uma pergunta. Por que não anularam esse contrato antes da nossa administração? Por que não tomaram providências?”, questionou.

“Não quero julgar a denúncia. O MPE é uma instituição muito importante para a democracia. Mas, como cidadão e governador, tenho direito de ler essa denúncia”, concluiu.


RDNews

 

 

 

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