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POLÍTICA

Irritado, WS chama denúncia de irrelevante e quer indenização

 
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O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Wilson Santos (PSDB), classificou a denúncia do Ministério Público Estadual contra ele de “irrelevante” e “leviana” e afirmou que irá acionar órgão na Justiça por danos morais.

O tucano está na lista de 58 pessoas contra as quais o MPE ofereceu denúncia criminal, por supostamente estarem envolvidas com o esquema de fraudes e propina descoberto no âmbito do Detran-MT pela Operação Bereré, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Irritado, Wilson usou a tribuna, na sessão de quarta-feira (16), para afirmar não ter lógica estar na lista por supostamente ter recebido um cheque de R$ 19 mil do presidente do Legislativo, deputado Eduardo Botelho (DEM). O tucano afirmou que acredita que o MPE não teve tempo de apurar o assunto e jogou todos os nomes “na vala comum”.

“Como é que se faz uma denúncia de quase 60 pessoas? Será possível que tinha 60 pessoas lavando dinheiro no Detran? Então, era uma verdadeira lavanderia. É claro que não existia. O Ministério Público. Não sei se não teve tempo suficiente para apurar, se houve açodamento, pressa, e aproveitou e mandou todos para a vala comum”, disse.

“Eu sei que não é condenação e não serei condenado. Mas vou, mais a frente, exigir a retratação disso e a indenização por danos morais que estou sofrendo. Eu vou exigir retratação e ressarcimento pelos danos morais que estou sofrendo. É uma denúncia irrelevante, leviana, contra minha pessoa. Porque não há absolutamente prova de nada”, afirmou.

Wilson negou ter recebido cheques de Botelho, afirmou que nunca teve relação comercial com o colega de Parlamento. E ressaltou, ainda, sequer ter sido citado pelos delatores da operação.

“Aí, nessa relação, existem dezenas de pessoas sendo injustiçadas, expostas, machucadas, feridas. E lá na frente, como não há prova absoluta nenhuma, serão absolvidas, mas já foram ultrajadas em sua honra, diminuídas, ridicularizadas. Lavar R$ 19 mil? Tem cabimento isso? Tem lógica uma coisa dessas. Lavar R$ 19 mil para ficar com 10%? Ficar com R$ 1,9 mil? Não tem lógica, é surreal. Isso é panaceia, é delírio”, disse.

“Eu fico curioso e quero entender como o MPE faz uma denúncia contra mim se todos os delatores desta questão sequer citam meu nome. Não fui citado pelo ex-governador Silval Barbosa, que é meu adversário político. Não fui citado pelo senhor Dóia, que dirigiu o Detran. Não fui citado pelo Kobori, grilo, gafanhoto, sapo”, ironizou.

O tucano ainda afirmou que o Ministério Público tinha autoridade para abrir suas contas e verificar se ele recebeu os valores citados na investigação.

O discurso de defesa de Wilson na tribuna da Assembleia durou 15 minutos.

“Esse tipo de denúncia generalizada contra dezenas de pessoas que nada tem a ver com isso, pessoas que simplesmente receberam um cheque aqui ou acolá e que não realizaram lavagem coisíssima nenhuma, não engrandece o Ministério Público, não faz do MPE merecedor do respeito que tem”, disse.

“Não se pode fazer denúncia porque não simpatiza com esse ou aquele. Virou moda denunciar, empurrar todos na vala comum. Não vou aceitar, não vou admitir e vou às últimas consequências. Vou acompanhar esse processo até o final e espero que o Judiciário possa ser mais criterioso, mais cauteloso”, completou.

A denúncia

Na tarde de quarta-feira (16), o Ministério Público ofereceu denúncia criminal contra 58 pessoas supostamente envolvidas com o esquema de fraudes investigados na Operação Bereré e Bônus.

Entre os denunciados, além de Wilson e Eduardo Botelho, os deputados estaduais Mauro Savi (DEM), José Domingos Fraga (PSD), Baiano Filho (PSDB), Nininho (PSD) e Romoaldo Júnior (MDB).

Além dos parlamentares, constam da denúncia o ex-governador Silval Barbosa, o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, o ex-deputado federal Pedro Henry, o ex-presidente do Detran, Teodoro Moreira Lopes e o ex-chefe de gabinete de Silval, Sílvio Cézar Correia de Araújo.

O grupo inclui, ainda, parentes dos gestores citados e empresários.

Segundo a promotoria, os denunciados irão responder por crimes de formação de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude à licitação. A investigação reuniu 37 fatos relacionados ao suposto esquema, ocorridos entre os anos de 2009 a 2016.

De acordo com o MPE, os fatos vieram à tona a partir de colaborações premiadas de Teodoro Moreira Lopes, o “Doia” (indicado por Mauro Savi para a presidência do Detran-MT) e dos sócios proprietários da empresa EIG Mercados.

O esquema girou em torno da contratação da empresa responsável pela execução das atividades de registro, no Detran-MT, dos contratos de financiamentos de veículos com cláusula de alienação fiduciária, de arrendamento mercantil e de compra e venda com reserva de domínio ou de penhor.


Midia News

 

 

 

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