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CPI do caso Hydro ouve depoimento do coronel dos Bombeiros e o titular da Codec Pará, na Assembleia Legislativa do Pará

Depoimentos do Coronel Zanelli Antônio Melo Nascimento e o titular da Codec Fábio Lúcio Costa acontecem nesta segunda-feira 28 . O diretor do Instituto Peabiru, João Carlos de Souza Meirelles Filho, também foi convocado.

 
 -  Refinaria da Hydro em Barcarena, no Pará  Foto: Tarso Sarraf / O Liberal
Refinaria da Hydro em Barcarena, no Pará Foto: Tarso Sarraf / O Liberal

Acontece nesta segunda-feira (28) mais uma rodada de oitivas da CPI do caso Hydro, na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). Três depoimentos estão programados para serem colhidos pelos deputados na sede da Assembleia Legislativa: João Carlos de Souza Meirelles Filho, diretor geral do Instituto Peabiru; o Coronel Zanelli Antônio Melo Nascimento, Comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Pará; e Fábio Lucio Costa, presidente da Companhia de Desenvolvimento Sócio Econômico do Pará (Codec).

O depoente João Carlos de Souza Meirelles Filho falará sobre as atividades do Instituto Peabiru e sua relação com a empresa Hydro Alunorte. De acordo com as informações colhidas pela CPI do caso Hydro, o Instituto estaria desenvolvendo projetos nas comunidades atingidas por danos ambientais a pedido da empresa norueguesa.

A convocação do coronel Zanelli é para relatar sobre a atuação do Corpo de Bombeiros nos acidentes registrados em Barcarena, envolvendo empresas minero-metalúrgicas instaladas no local, como prevenção de acidentes no meio urbano e rural - nos rios e igarapés, incluindo o naufrágio do navio Haydar, capacidade operacional, de equipamentos e corpo funcional.

E por último, Fábio Costa, titular do Codec, será questionado sobre a atuação da Companhia no polo industrial de Barcarena. A Codec foi criada em janeiro de 2015 com o papel de fomentar políticas públicas de industrialização e desenvolvimento econômico no Pará, e a CPI quer saber os casos concretos de ações da Companhia que estimularam efetivamente a economia produtiva com responsabilidade ambiental na região atingida pelos rejeitos da Hydro em fevereiro de 2018.

infográfico, hydro, barcarena (Foto: Infográfico: Alexandre Mauro e Igos Estrella / G1) infográfico, hydro, barcarena (Foto: Infográfico: Alexandre Mauro e Igos Estrella / G1)

infográfico, hydro, barcarena (Foto: Infográfico: Alexandre Mauro e Igos Estrella / G1)

Até o momento, mais de 20 pessoas já foram ouvidas durante o processo da CPI do caso Hydro. Na última segunda-feira (21), foram ouvidos o prefeito de Barcarena, Antônio Villaça e a jornalista Priscila Brasil, autora de um documentário sobre as chuvas ocorridas em Barcarena nos dias 16 e 17 de fevereiro de 2018; três moradores e lideranças comunitárias da ilha do Capim, localizada em Abaetetuba a quase 14 quilômetros da área industrial de Barcarena. Na terça-feira (22), a CPI ouviu também lideranças comunitárias e sindicais.

A 13ª oitiva da CPI do caso Hydro, na Alepa, está marcada para acontece na terça-feira (29), quando serão ouvidos o secretário de Assistência Social, Trabalho e Emprego do Estado do Pará, Heitor Márcio Pinheiro; o delegado de polícia Marco Antônio Lemos, e o professor Francisco Chaves Pereira Júnior, ex-vereador de Barcarena.

Na quarta-feira (30) acontece a 14ª oitiva, com o colhimento dos depoimentos de três diretores da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará (Semas), Edna Corumbá, responsável pela expedição de licenciamento ambiental; Luciene Chaves, de recursos humanos; e Jorge Antônio de Lima Dias, pela fiscalização de empreendimentos e atividades efetiva ou potencialmente poluidoras.

Entenda o caso

O acidente aconteceu nos dias 16 e 17 de fevereiro deste ano, quando resíduos da bauxita vazaram da Hydro Alunorte para o meio ambiente após fortes chuvas em Barcarena. Após uma vistoria com a presença da procuradoria do Ministério Público, foi identificado uma tubulação clandestina que saída da refinaria e despejava rejeitos que contaminaram o solo da floresta e rios das localidades próximas. Ainda foram encontradas outras duas tubulações ilegais que tinham a mesma finalidade.

Semas descobre novo ponto de despejo irregular na refinaria da Hydro em Barcarena. (Foto: Reprodução / Semas) Semas descobre novo ponto de despejo irregular na refinaria da Hydro em Barcarena. (Foto: Reprodução / Semas)

Semas descobre novo ponto de despejo irregular na refinaria da Hydro em Barcarena. (Foto: Reprodução / Semas)

A empresa recebeu sanções da Justiça que determinou a redução de sua produção em 50% até que sejam resolvidos os problemas das comunidades atingidas pela contaminação e sejam resolvidos os problemas para a captação dos rejeitos das bacias durante as fortes chuvas que caem regularmente na região, além de ter condenado a empresa a pagar R$ 150 milhões por danos ambientes.

O Instituto Evandro Chagas realizou coletas de solo e água nas comunidades que ficam ao redor da Hydro e após análise em laboratório foi constatado alteração nos elementos químicos presentes no solo, além da presença de metais pesados e cancerígenos como chumbo. A Hydro encomendou um estudo que refutou as análises do IEC e negou que houve contaminação.

Contaminação da Hydro (Foto: Divulgação) Contaminação da Hydro (Foto: Divulgação)

Contaminação da Hydro (Foto: Divulgação)

 

 

 

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