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Seminário discute mortandade de abelhas pelo uso de agrotóxicos em Santarém

O evento segue até às 17h desta terça-feira 5 com troca de experiências entre produtores e discussão sobre impactos sociais e ambientais do uso de agrotóxicos na região.

 
 -  Seminário sobre “Os impactos dos agrotóxicos na mortandade de abelhas na região do Baixo Amazonas”  Foto: Marilha Maia/G1
Seminário sobre “Os impactos dos agrotóxicos na mortandade de abelhas na região do Baixo Amazonas” Foto: Marilha Maia/G1

Nesta terça-feira (5), dia em que é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Fórum Regional de Combate aos impactos causados por agrotóxicos do Baixo Amazonas promoveu em Santarém, oeste do Pará, o seminário “Os impactos dos agrotóxicos na mortandade de abelhas na região do Baixo Amazonas”, para discutir a mortandade das abelhas devido aos agrotóxicos.

O evento está acontecendo no auditório do Ministério Público em Santarém, oeste do Pará, e segue até às 17h. O público alvo do seminário são criadores de abelhas e produtores de mel de Santarém, Mojuí dos Campos, Belterra e outros municípios do Baixo Amazonas, além de estudantes, agrônomos, agricultores e demais interessados no tema.

Dentre os palestrantes, está o professor da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Plácido Magalhães, um dos mais especialistas do assunto no Pará. Ele falou sobre o tema “As abelhas como bioindicador de qualidade ambiental”.

Segundo Plácido Magalhães, a mortandade das abelhas devido os impactos dos agrotóxicos, não é só uma problemática local, está se discutindo isso no Brasil inteiro. O professor disse que devido a severidade e a forma como esses inseticidas são pulverizados, acabam atingindo as abelhas.

Professor da Ufpa, Plácido Magalhães, um dos palestrantes do seminário que discute a mortandade de abelhas devido o impacto de agrotóxicos na região (Foto: Marilha Maia/G1) Professor da Ufpa, Plácido Magalhães, um dos palestrantes do seminário que discute a mortandade de abelhas devido o impacto de agrotóxicos na região (Foto: Marilha Maia/G1)

Professor da Ufpa, Plácido Magalhães, um dos palestrantes do seminário que discute a mortandade de abelhas devido o impacto de agrotóxicos na região (Foto: Marilha Maia/G1)

O professor ressaltou, ainda, a pesquisa que é desenvolvida por ele na UFPA, na identificação das plantas por meio da análise do grão de pólen, estudo da biologia plural das espécies de plantas, e através desses estudos criam-se mecanismos de prevenção e proteção das abelhas, identificando o horário e época que os inseticidas poderiam ser aplicados.

O produtor de abelhas, Alexandre Godinho, trabalha com o manejo há 15 anos na região com abelhas sem ferrão, as melíponas. Ele afirma que a chegada dos agrotóxicos diminui a produção e aumenta a mortandade das abelhas. “As abelhas se alimentam do néctar e pólen e acabam contaminando a colmeia, e com o tempo elas morrem”, explicou.

O técnico em agropecuária e produtor de abelhas, Alexandre Godinho, um dos participantes do seminário (Foto: Marilha Maia/G1) O técnico em agropecuária e produtor de abelhas, Alexandre Godinho, um dos participantes do seminário (Foto: Marilha Maia/G1)

O técnico em agropecuária e produtor de abelhas, Alexandre Godinho, um dos participantes do seminário (Foto: Marilha Maia/G1)

O produtor disse ainda, que a consequência de todo esse processo é a perda de produto e venda. “Percebemos que principalmente na região de planalto, temos bastante perdas, pelo fato de nessa região haver muitas áreas de soja e pecuária”, disse.

A expectativa do fórum, segundo os organizadores, é a criação de um grupo de trabalho para aprofundamento do estudo das causas da mortandade das abelhas.

O seminário segue até às 17h, com mesas temáticas e troca de experiências entre produtores, o histórico da criação de abelhas na região, os impactos sociais e ambientais do uso de agrotóxicos próximo a locais habitados, e palestra sobre o processo de licenciamento para mel e derivados, pela Adepará.

 

 

 

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