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Comissão do TJ decide que Selma Arruda não tem mais direito a escolta

 
A Comissão de Segurança do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ) decidiu, nesta terça-feira (12), suspender definitivamente a escolta de seguranças fornecida à juíza aposentada e pré-candidata ao Senado, Selma Arruda (PSL). Ela tinha direito a escolta policial mesmo após ter se aposentado. Porém, o benefício foi suspenso no mês passado e retomado temporariamente por decisão do desembargador do TJ, Rui Ramos.

Selma se aposentou em março, mas vinha mantendo seus seguranças em razão das ameaças que alegou sofrer por conta de sua atuação no Judiciário de Mato Grosso. Ela atuou como juíza da Vara Contra o Crime Organizado da Capital e teve uma carreira marcada por julgar políticos corruptos e organizações criminosas, especialmente de membros da facção criminosa Comando Vermelho.

Inclusive, aproximadamente 15 dias antes de se aposentar, Selma afirmou que foi abordada por uma pessoa ligada ao Comando Vermelho “que teria feito várias observações sobre a sua segurança”.

Em razão disso, a magistrada requereu a manutenção da escolta. Porém, a Comissão de Segurança determinou, no último dia 21, que fosse suspenso a escolta, no prazo de 48 horas, uma vez que a magistrada ria "quebrado protocolos" de segurança estabelecidos pelo TJ.

Isto porque Selma estava usando escolta para eventos políticos e fins particulares, em razão da “pública e notória” candidatura ao Senado. A comissão tem como presidente, o desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, e é formada pelos juízes Maria Rosi Borba, Marcos Faleiros e Bruno D’Oliveira Marques, além do coronel Benedito Ferreira.

No entanto, apesar da decisão da comissão, o presidente do TJ, desembargador Rui Ramos, determinou a manutenção da escolta até a próxima reunião da comissão, que foi realizada nesta terça-feira.

Outro lado – A reportagem entrou em contato com a magistrada aposentada, via assessoria de imprensa, que informou que ela ainda não foi notificada da decisão.


Gazeta Digital

 

 

 

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