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Lixeiras viciadas ao longo de rodovia não concluída em Macapá geram riscos ao tráfego aéreo

Ação formada por diferentes órgãos retirou mais de uma tonelada de lixo da Norte-Sul, mas município diz que é necessário uma força tarefa. MPF cobra providências de governos.

 
 -  Vários pontos de lixeiras viciadas foram identificadas ao longo da Rodovia Norte-Sul  Foto: Prefeitura de Macapá/Divulgação
Vários pontos de lixeiras viciadas foram identificadas ao longo da Rodovia Norte-Sul Foto: Prefeitura de Macapá/Divulgação

O excesso de lixo jogado ao longo da não finalizada Rodovia Norte-Sul, que vai interligar a Zona Norte as zonas Sul e Oeste de Macapá, tem criado lixeiras viciadas perigosas à saúde e ao tráfego aéreo. Uma Ação Civil Pública do Ministério Público Federal (MPF) determinou que órgãos municipais e estaduais providenciem a limpeza do local e mantenham fiscalização constante.

De acordo com a ação do MPF, o acúmulo de lixo tem atraído aves, principalmente urubus, que podem significar riscos para a decolagem e pouso dos aviões no aeroporto da capital. A área reservada à Norte-Sul fica dentro do terreno da Infraero e próximo à pista.

Após audiência com as partes, uma ação formada por representantes da Secretaria de Manutenção Urbanística (Semur), Guarda Municipal, Batalhão Ambiental, Delegacia do Meio Ambiente e Justiça Federal, identificou vários pontos de lixeiras viciadas e, pelo menos, quatro tipos de descarte diferentes.

“É a empresa e casa que constroem e descartam o entulho; o feirante, que pega o resto da produção, que é material orgânico, e joga em um ponto; os açougues que jogam carcaças de animais; e as batedeiras de açaí, com os caroços do fruto, que têm sido um vilão da limpeza urbana. A impressão é de que cada um tem um lote”, relatou o gestor da Semur, Augusto Almeida.

Parte asfaltada da via foi limpa e em menos de uma semana já havia lixo no mesmo lugar (Foto: Rita Torrinha/G1) Parte asfaltada da via foi limpa e em menos de uma semana já havia lixo no mesmo lugar (Foto: Rita Torrinha/G1)

Parte asfaltada da via foi limpa e em menos de uma semana já havia lixo no mesmo lugar (Foto: Rita Torrinha/G1)

O G1 procurou o governo do Amapá para falar sobre o assunto, mas não houve resposta.

Mesmo tendo retirado, segundo a Semur, mais de uma tonelada de lixo num perímetro da área, em menos de uma semana depois os mesmos pontos identificados já estavam com materiais acumulados. Almeida diz que é impossível vencer o problema se não houver uma ação coletiva.

“Essa não é uma competência da prefeitura, e não conseguiríamos limpar a Norte-Sul sozinhos. Precisamos do apoio do governo do estado, para que, em conjunto, façamos atividades educativas, de serviços e repressivas. É preciso identificar e punir os responsáveis”, diz o secretário.

Semur, Delegacia do Meio Ambiente, Batalhão Ambiental e Justiça Federal mapearam alguns pontos de descarte ao longo da Norte-Sul (Foto: Prefeitura de Macapá/Divulgação) Semur, Delegacia do Meio Ambiente, Batalhão Ambiental e Justiça Federal mapearam alguns pontos de descarte ao longo da Norte-Sul (Foto: Prefeitura de Macapá/Divulgação)

Semur, Delegacia do Meio Ambiente, Batalhão Ambiental e Justiça Federal mapearam alguns pontos de descarte ao longo da Norte-Sul (Foto: Prefeitura de Macapá/Divulgação)

Em outro ponto da estrada há pneus que podem servir de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, vírus da zika, febre chikungunya e febre amarela. O lixo também atrai roedores.

Além das lixeiras viciadas às margens da rodovia, as equipes mapearam outros pontos, localizados na lixeira do município de Santana, localizada a 17 de Macapá; matadouro da Fazendinha; as feiras da Avenida 1º de Maio, no Trem, e a 18ª Avenida do bairro Congós.

Para fazer o descarte dos resíduos de maneira legal, os proprietários de estabelecimentos comerciais devem contratar empresas especializadas, que farão o depósito apropriado do lixo em aterro legalizado, onde é feito o processo de decomposição desse material, diminuindo risco ao meio ambiente.

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