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Ataques deixam dezenas de mortos no Paquistão

Atentados acontecem no dia em que o ex-premiê Nawaz Sharif e a filha dele, condenados por corrupção, voltam ao país. Após condenação por corrupção, eles podem ser presos.

 
 -  Homem chora ao lado de corpo de parente morto em ataque durante um comício, no Paquistão, nesta sexta-feira  13   Foto: Naseer Ahmed/Reuters
Homem chora ao lado de corpo de parente morto em ataque durante um comício, no Paquistão, nesta sexta-feira 13 Foto: Naseer Ahmed/Reuters

Dois atentados deixaram mais de 70 mortos e 120 feridos nesta sexta-feira (13) no Paquistão em atividades relacionadas à campanha eleitoral legislativa. Os ataques acontecem no dia em que o ex-premiê Nawaz Sharif e a filha dele, condenados por corrupção, voltam ao país, onde devem ser presos.

O ataque mais violento ocorreu na cidade de Mastung, no sudoeste do país. O ministro do Interior da província do Baluquistão, Agha Umar Bungalzai, afirmou que o atentado tinha como alvo um comício do político Mir Siraj Raisani, que morreu por causa dos ferimentos.

Horas antes, uma bomba escondida em uma moto matou quatro pessoas ao explodir na passagem do comboio de um candidato eleitoral perto de Bannu, noroeste do país.

O ex-primeiro-ministro retorna ao Paquistão uma semana depois que um tribunal anticorrupção o condenou a 10 anos de prisão por considerar que houve ocultação de bens, enquanto sua filha, Maryam, foi condenada a sete anos no mesmo caso.

Condenação por corrupção

Sharif está atualmente em Londres, acompanhando sua esposa que se encontra internada por causa de um câncer.

Na sexta-feira (6), um tribunal paquistanês condenou Nawaz Sharif a 10 anos de prisão e multa de oito milhões de libras (US$ 10 milhões) por acusações de corrupção relacionadas à compra de quatro apartamentos luxuosos em Londres. Os imóveis serão apreendidos. Para Sharif, as condenações têm motivações políticas.

Em julho de 2017, Sharif renunciou depois de uma decisão da Corte Suprema do país de desabilitá-lo por causa do escândalo do "Panamá Papers", que vinculou a sua família a empresas em paraísos fiscais.

Sharif não completou nenhum de seus três mandatos como chefe de governo. Em 1993, teve de renunciar, também por acusações de corrupção. Iniciado em 1997, seu segundo mandato se viu interrompido em 1999, após um golpe de Estado militar.

 

 

 

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