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Colômbia reconheceu Palestina como Estado soberano antes de posse do novo presidente; Entenda

Decisão foi tomada por antecessor do presidente Iván Duque menos de uma semana antes de ele tomar posse. Novo governo prometeu examinar a questão.

 
 -  Bandeira palestina hasteada na sede da ONU, em Nova York  Foto: REUTERS/Andrew Kelly TPX IMAGES OF THE DAY
Bandeira palestina hasteada na sede da ONU, em Nova York Foto: REUTERS/Andrew Kelly TPX IMAGES OF THE DAY

A Colômbia reconheceu a Palestina como um Estado livre, independente e soberano. A medida deve gerar polêmica porque a decisão, segundo o jornal colombiano "El Espectador", foi tomada em 3 de agosto — quatro dias antes de o novo presidente, o diretista Iván Duque, assumir o cargo.

Mesmo com a medida tomada há cinco dias, a notícia veio à tona apenas nesta quarta-feira (8), quando a imprensa colombiana teve acesso ao comunicado do Ministério das Relações Exteriores local. Em uma carta, a ministra María Angela Holguín afirmou ter tomado a decisão "em nome de Juan Manuel Santos", então presidente da Colômbia.

O ex-presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos (Foto: AP Photo/Ronald Zak) O ex-presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos (Foto: AP Photo/Ronald Zak)

O ex-presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos (Foto: AP Photo/Ronald Zak)

"Gostaria de informar-lhes que, em nome do governo da Colômbia, o presidente Juan Manuel Santos decidiu reconhecer a palestina como um Estado livre, independente e soberano", diz o texto.

Santos é opositor de Duque. Inclusive, o novo presidente colombiano chegou a falar em transferir para Jerusalém a embaixada da Colômbia em Israel — ação que desagradaria representantes da Palestina.

Novo governo soube hoje do reconhecimento

Presidente da Colômbia, Iván Duque recebe a faixa presidencial durante cerimônia de posse (Foto: Reuters/Carlos Garcia Rawlins) Presidente da Colômbia, Iván Duque recebe a faixa presidencial durante cerimônia de posse (Foto: Reuters/Carlos Garcia Rawlins)

Presidente da Colômbia, Iván Duque recebe a faixa presidencial durante cerimônia de posse (Foto: Reuters/Carlos Garcia Rawlins)

O reconhecimento da Palestina como Estado pegou de surpresa o governo de Iván Duque. O novo chanceler da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, afirmou que o gabinete soube apenas nesta quarta-feira da medida tomada pelo antecessor.

Por isso, segundo o jornal "El Tiempo", Trujillo disse que a ação deve ser examinada para que a Colômbia possa agir "conforme o direito internacional". O novo governo colombiano, até o momento, não falou explicitamente em sustar o reconhecimento.

"Vamos analisar quais implicações [o reconhecimento da Palestina] tem, revisar o conteúdo da nota com todo cuidado", declarou Trujillo, chanceler da Colômbia.

Embaixada agradeceu

Além do comunicado divulgado pela imprensa colombiana, a missão diplomática da Palestina publicou nas redes sociais uma nota comemorando e agradecendo o reconhecimento. Dos países da América do Sul, inclusive, somente a Colômbia não havia reconhecido o Estado Palestino.

Na nota, a representação palestina em Bogotá disse que, com o reconhecimento, a Colômbia "se agrega à voz da comunidade internacional, que persiste em busca de soluções justas para um conflito que leva mais de 70 anos".

 

 

 

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