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Médicos veterinários são treinados para atender enfermidades emergenciais em aves

O plano de prevenção da influenza aviária e de prevenção e controle da doença de newcastle reforça o sistema de vigilância.

 
 -  Veterinários da Adepará na parte prática do treinamento em uma granja  Foto: Agência Pará/Divulgação
Veterinários da Adepará na parte prática do treinamento em uma granja Foto: Agência Pará/Divulgação

Com o objetivo de promover a capacitação dos 43 médicos veterinários da Defesa Agropecuária que constituem o Grupo Especial de Atendimento Sanitário às Enfermidades Emergenciais (Gease), está sendo realizado em Santarém, oeste do Pará, até sexta-feira (10), um treinamento para atendimento de doenças emergenciais em aves.

Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), o objetivo do Gaese é prevenir e controlar a difusão de enfermidades, promovendo mecanismos que aumentem a competitividade, a produção e a renda do setor agropecuário do Pará.

A Adepará é responsável pelo controle e certificação sanitária das grandes avícolas, garantindo o status sanitário do Estado, que atualmente possui a classificação sanitária “C”, considerada a segunda melhor classificação existente no país, ficando atrás apenas da Bahia, que possui a classificação “B”. Atualmente estão cadastradas na Adepará 259 granjas avícolas comerciais, com 307 em processo de registro.

Segundo o gerente do Programa Estadual de Sanidade Avícola da Adepará, Danilo Nascimento, o órgão aderiu ao Programa Nacional de prevenção e controle da influenza e doença de newcastle em 2007 e desde então vem fazendo ações de defesa sanitária voltada a produção não só comercial como de subsistência.

“Fazemos o cadastro das granjas, monitoria de sítios de aves de subsistência, acompanhamento e atendimento de notificações de enfermidades, controle e monitoria de enfermidades de notificação obrigatória, treinamento e capacitação de agentes da Adepará, assim como do setor privado”, destacou Danilo.

Adepará faz cadastro das granjas, monitoria de sítios de aves de subsistência, acompanhamento e atendimento de notificações de enfermidades (Foto: Agência Pará/Divulgação) Adepará faz cadastro das granjas, monitoria de sítios de aves de subsistência, acompanhamento e atendimento de notificações de enfermidades (Foto: Agência Pará/Divulgação)

Adepará faz cadastro das granjas, monitoria de sítios de aves de subsistência, acompanhamento e atendimento de notificações de enfermidades (Foto: Agência Pará/Divulgação)

O plano de prevenção da influenza aviária e de prevenção e controle da doença de newcastle reforça o sistema de vigilância. Caso haja a suspeita da ocorrência das doenças nos plantéis avícolas, a equipe do Gease será mobilizada para garantir que a doença ficará restrita, não colocando em risco outras áreas de produção avícola, além de preservar a comercialização dos produtos no mercado.

A reunião técnica conta com aulas teóricas e práticas (estudos de casos e simulados), palestras, técnicas de necropsia, coleta e envio de material, através do domínio de ferramentas básicas do trabalho de vigilância epidemiológica. O treinamento teórico-prático está sendo coordenado pela médica veterinária, Nilce Maria Soares, pesquisadora científica do Instituto Biológico de São Paulo.

“Essa capacitação é fundamental para que os médicos veterinários de defesa agropecuária possam reconhecer doenças em horas emergenciais e tomar decisões certas, nas horas certas, porque são eles que estão em contato direto com a produção, e são eles que vão identificar alguma doença que pode ser emergente e que pode embargar a produção de aves no país. Esse veterinário que está em contato com a produção tem que estar mais treinado para reconhecer quando há um surto de uma doença emergente”, explica Nilce.

Ainda segundo Nilce, esse treinamento também é fundamental para a saúde pública. “Temos doenças em aves que podem causar mortalidade no ser humano como a influenza, newcastle e a salmonelose, que pode causar diarreia, gerando um alto custo pra saúde pública. Algumas dessas doenças são zoonoses que podem ser transmitidas ao ser humano através de alimentos ou através da convivência com aves. Por isso é fundamental garantir a sanidade dessas aves”, ressaltou.

Participantes do treinamento para atendimento de doenças emergenciais em aves. (Foto: Ag~encia Pará/Divulgação) Participantes do treinamento para atendimento de doenças emergenciais em aves. (Foto: Ag~encia Pará/Divulgação)

Participantes do treinamento para atendimento de doenças emergenciais em aves. (Foto: Ag~encia Pará/Divulgação)

 

 

 

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