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MEIO AMBIENTE

ICMBio quer ampliar áreas de preservação no Pantanal em MT e produtores rurais vão a Brasília contra aprovação de projeto

 
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Um projeto do Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade, o ICMBio, prevê a criação de duas novas áreas de proteção integral e a ampliação de outras duas já existentes no Pantanal mato-grossense.

As ampliações irão atingir 33 mil hectares do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense e 51 mil hectares da Estação Ecológica de Taiamã, sendo que ambas englobam propriedades rurais limítrofes a essas unidades.

Contrários ao projeto, os produtores rurais e representantes de entidades ligadas ao setor agropecuário do estado foram a Brasília e participaram de uma reunião no Ministério do Meio Ambiente na quarta-feira (8).

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), o ICMBio considera as áreas sugeridas são alagadas e improdutivas. Mas, segundo a entidade, um estudo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) identificou que 57% dessas áreas são propriedades rurais.

Na reunião realizada na quarta-feira (8), em Brasília, representantes da Famato e dos produtores rurais de Cáceres e Poconé, 220 km e 104 km de Cuiabá, solicitaram no ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, a suspensão da proposta de criação e ampliação de 523.369 hectares de Unidades de Conservação (UCs) no Pantanal mato-grossense.

A proposta irá impactar mais de 100 produtores da região.

A gestora do Núcleo Técnico da Famato, Lucélia Avi, disse que são 523 mil hectares destinados ao projeto nas regiões de Cáceres e Poconé.

Segundo a Famato, 57% das áreas estão em propriedades particulares, ou seja, deverão ser feitas desapropriações com indenização.

O ICMBio realizou consultas públicas na região pantaneira para ouvir a comunidade e produtores.

O diretor da Associação dos Criadores de Nelore em Mato Grosso acredita que é preciso avaliar com muito cuidado os impactos da ampliação dessas áreas.


G1MT

 

 

 

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