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Mulheres que estão em tratamento de câncer de mama participam de oficinas de biojoias

Oficinas fazem parte do projeto ‘Sempre Bela’, em parceria com o Senar. Atividades visam estimular a autoestima.

 
 -  Biojóias foram confecionadas através de sementes naturais da flora  Foto: Jéssica Luz/G1
Biojóias foram confecionadas através de sementes naturais da flora Foto: Jéssica Luz/G1

Mulheres que estão em tratamento de câncer de mama no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) participaram, durante esta semana, de oficinas de biojoias, artigos de joalheria produzidos de forma artesanal. As oficinas fazem parte do projeto de extensão “Sempre Bela”, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Nesta sexta-feira (10), foi o encerramento das oficinas e exposição dos colares, brincos e outras joias confeccionadas durante a semana, no Instituto Esperança de Ensino Superior (Iespes). As atividades do projeto objetivam levantar a autoestima das mulheres, fazendo-as se sentirem úteis, incentivá-las a confeccionarem seus próprios produtos para vender e fazer com que elas esqueçam um pouco da doença.

Ariane Monteiro passou por sessão de quimioterapia na quinta-feira (09), mas fez questão de participar da oficina nesta sexta-feira (10) (Foto: Jéssica Luz/G1) Ariane Monteiro passou por sessão de quimioterapia na quinta-feira (09), mas fez questão de participar da oficina nesta sexta-feira (10) (Foto: Jéssica Luz/G1)

Ariane Monteiro passou por sessão de quimioterapia na quinta-feira (09), mas fez questão de participar da oficina nesta sexta-feira (10) (Foto: Jéssica Luz/G1)

Ariane Monteiro passou por uma quimioterapia na quinta-feira (09), mas fez um esforço para participar da oficina, mesmo com os enjoos e indisposição, que são comuns após o procedimento. Esta foi a primeira vez que ela participou de uma oficina do projeto, por acreditar que a atividade fosse uma maneira de se distrair, e até se empolgou.

“É uma forma de passar o tempo. Fiquei com vontade até de me aperfeiçoar. Nunca tinha feito nada com trabalhos manuais. Gostei de conhecer as sementes e pretendo fazer outras joias para pessoas de casa e, quem sabe, no futuro, fazer para vender”, disse.

A estudante de Enfermagem, Bianca Sousa, que é voluntária no projeto, falou sobre a gratidão de ajudar as mulheres a confeccionarem seus produtos. “A gente fica muito feliz em ver elas satisfeitas, alegres com essa conquista de aprender fazer as joias, porque para elas é muito importante esse aprendizado”.

As oficinas são novidade para o Senar, que costuma atuar no meio rural. Segundo a professora Quesia Oliveira, a parceria foi firmada devido os profissionais reconhecerem a importância das atividades para as mulheres. “É uma experiência maravilhosa trabalhar com pessoas que estão em fase de recuperação, até porque existem momentos que percebemos que elas ficam cabisbaixas, mas quando a gente consegue ocupar a mente com alguma coisa, tudo muda”, ressaltou.

As joias foram confecciondas com o uso de sementes naturais da flora, que foram doadas pela comunidade ribeirinha e rural. Antes de serem transformadas em joias, as sementes foram processadas pelos voluntários do projeto.

As biojóias foram confeccionadas durante a semana, no Iespes (Foto: Jéssica Luz/G1) As biojóias foram confeccionadas durante a semana, no Iespes (Foto: Jéssica Luz/G1)

As biojóias foram confeccionadas durante a semana, no Iespes (Foto: Jéssica Luz/G1)

A coordenadora do “Sempre Bela”, professora Leidiane Gonçalves, comentou que as joias serão utilizadas em outras ocasiões, juntamente com os demais produtos que foram confeccionadas durante o desenvolvimento do projeto, desde o início do ano.

“Vamos usar em atividades lúdicas. Pretendemos realizar um desfile, usar no Outubro Rosa, juntamente com todos os produtos confeccionados durante o projeto, com a oficina de peruca, tocas, pintura, etc. e mostrar para a população as artes que elas são capazes de fazer”, disse.

A última oficina, sobre desenho e pintura em tecido, tinha ocorrido de 21 a 26 de maio, com o objetivo de promover autoestima, coordenação motora, raciocínio lógico e interatividade entre as mulheres.

Sempre Bela

O projeto de extensão “Sempre Bela”, do curso de Enfermagem do Instituto Esperança de Ensino Superior (Iespes), é desenvolvido por alunos do curso, sob coordenação da professora Leidiane Gonçalves. Além do Senar, o projeto tem parceria com a Casa Rosa de Santarém, casa de apoio às mulheres com câncer.

O projeto atende mulheres que estão em tratamento de câncer de mama no HRBA, que passam pelos procedimentos de quimioterapia e radioterapia. São desenvolvidas atividades que levantam a autoestima das mulheres, façam elas se sentirem úteis e ocupem sua mente.

“Mesmo realizando o tratamento, elas conseguem reunir conosco, duas ou três vezes ao mês, e fazemos atividades lúdicas, oficinas, conversas em grupos, passeios, para trabalhar a auto estima, conhecer um pouco da história uma da outra e para que elas se ajudem”, explicou a professora Leidiane.

Mulheres que estão em tratamento de câncer de mama, alunas do projeto "Sempre Bela" e voluntários do Senar desenvolveram biojoias durante esta semana (Foto: Jéssica Luz/G1) Mulheres que estão em tratamento de câncer de mama, alunas do projeto "Sempre Bela" e voluntários do Senar desenvolveram biojoias durante esta semana (Foto: Jéssica Luz/G1)

Mulheres que estão em tratamento de câncer de mama, alunas do projeto "Sempre Bela" e voluntários do Senar desenvolveram biojoias durante esta semana (Foto: Jéssica Luz/G1)

 

 

 

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