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Homem é sepultado como indigente e família pede que corpo seja desenterrado para velório digno

Corpo foi desenterrado na manhã de quinta-feira 09 e entregue à família, em Oriximiná.

 
 -  Corpo foi encontrado por uma família às margens do Rio Trombetas, em Oriximiná, no dia 8 de agosto  Foto: Márcio Garcia
Corpo foi encontrado por uma família às margens do Rio Trombetas, em Oriximiná, no dia 8 de agosto Foto: Márcio Garcia

Um homem que foi enterrado como indigente na quarta-feira (08), após ser encontrado boiando no Rio Trombetas, em Oriximiná, no oeste do Pará, foi reconhecido pela família por meio de fotos e desenterrado na manhã de quinta-feira (09) para que pudesse ser feito o velório digno.

Raimundo de Souza dos Santos, de 59 anos, foi enterrado como indigente devido ninguém ter ido reconhecer o corpo no necrotério. Os bombeiros foram acionados por volta das 8h de quarta (08).

O corpo foi levado para o necrotério do Hospital Municipal para exames de necropsia. Foi constatado que o homem tinha várias perfurações pelo corpo, possivelmente feitos com faca. A suspeita é que o homem tenha sido assassinado e jogado no rio.

Por volta das 22h de quarta-feira (09), os familiares, que moram na zona rural de Oriximiná, reconheceram o corpo através de fotos, relógio e a roupa que ele estava usando.

Pela manhã de quinta (09), a família foi até a delegacia exigir que o corpo fosse desenterrado para que pudessem fazer os procedimentos legais. Ele foi desenterrado e entregue à família. O velório ocorreu no mesmo dia.

O sobrinho Marcelino dos Santos informou que a família não estava na casa e que, ao chegar, na terça-feira (07), ele havia desaparecido. A última notícia que a família teve foi de que ele havia almoçado na casa de um vizinho, na segunda-feira (06).

“Quando chegamos, ele não estava. Mas como ele dizia que ia para o Xiriri, imaginamos que ele foi para lá, esperamos, na quarta procuramos o vizinho e eles falaram da notícia. Ligamos para cidade e foi confirmado”, relatou.

Ainda segundo o sobrinho, Raimundo era uma pessoa tranquila e não tinha inimigos. “Ele tinha deficiência na fala, não falava com ninguém. Era sempre na dele. Pedimos para a justiça que faça uma investigação porque só o que nos resta é saber como pode ter acontecido a morte”, pede.

*Colaborou Márcio Garcia, de Oriximiná

 

 

 

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