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Selo verde é aposta de produtores para agregar valor ao pirarucu de manejo em Santarém

Objetivo é mostrar que os pirarucus vêm de áreas com vigilância comunitária, com regras de captura e contagem.

 
 -  Produtores acreditam que pirarucu manejado terá melhor preço com Selo Verde  Foto: Sapopema/Divulgação
Produtores acreditam que pirarucu manejado terá melhor preço com Selo Verde Foto: Sapopema/Divulgação

Embora seja um peixe muito apreciado na mesa do paraense, o pirarucu ainda não gera os lucros esperados pelos produtores que se dedicam ao manejo sustentável na espécie, em Santarém, oeste do Pará. Para mudar esse cenário, os produtores apostam na criação de um “Selo Verde” para que durante as negociações, o comprador saiba da importância do que está comprando.

Em levantamento feito pela Sociedade Para Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (Sapopema), pescadores de Santa Maria, região de várzea de Santarém, relataram a captura de 44 pirarucus em 2017 com arpão e espinhel. O peixe foi comercializado em média a R$ 12,77 o quilo, enquanto nas feiras e mercados, os atravessadores repassam ao consumidor final ao preço de R$ 25,00 e R$ 30,00 o quilo da manta.

Para o pescador da comunidade, Amarildo Sousa, o manejo acaba sendo um trabalho que não compensa, pela dificuldade que se tem para manejar a espécie e o baixo preço obtido na venda para os atravessadores e frigoríficos.

Uma das propostas do projeto que está desenvolvido junto aos produtores pela Sapopema e o Sebrae é que o peixe de manejo tenha identificação para mostrar que esses pirarucus vêm de áreas com vigilância comunitária, com regras de captura e contagem. O selo verde já está sendo elaborado.

“Por isso, a importância de elaborar o plano de negócio para fortalecer mais um elo da cadeia do pirarucu e como resultado otimizar o esforço do pescador. A parceria com o Sebrae fortalece essa iniciativa comunitária”, disse a consultora da Sapopema, Wandicleia Lopes.

Um ponto importante do processo é encontrar parceiros comerciais que tenham interesse em comprar o produto dos pescadores. O primeiro passo é conscientizar sobre a importância da compra sustentável já que o comprador terá um produto diferenciado, que obedece a legislação, é tem todo um cuidado de ter uma produção perene, continua, estabelecer a retirada do tamanho mínimo do pirarucu de um metro e meio.

Pirarucu: muito apreciado na culinária na região Amazônica o peixe começa a ganhar o mercado nacional (Foto: Abrasel/Divulgação) Pirarucu: muito apreciado na culinária na região Amazônica o peixe começa a ganhar o mercado nacional (Foto: Abrasel/Divulgação)

Pirarucu: muito apreciado na culinária na região Amazônica o peixe começa a ganhar o mercado nacional (Foto: Abrasel/Divulgação)

Uma agenda foi definida com os ribeirinhos para que melhorem a produção, mudem a visão com foco no comportamento empreendedor e por fim, aumentem a renda, através da criação de novos canais de comercialização.

Para o ecólogo e professor da Universidade da Columbia nos Estados Unidos - Miguel Pinedo, vender o peixe processado é uma tarefa difícil. No entanto, se eles vendem com selo, podem competir, mas têm que procurar mercado novo. “Usar aplicativo e usar sistema de pedidos podem ser boas alternativas”, sugeriu.

Para colocar em prática seu plano de negócios, os produtores de pirarucu de manejo participarão de oficinas de Empreendedorismo, Manipulação de alimentos, Gestão financeira, Produção sustentável e Geração de negócios.

 

 

 

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