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A cada quatro horas, uma criança ou adolescente é abusada sexualmente no Pará

Dados da Fundação Propaz apontam que, de janeiro a junho de 2018, foram registrados 1.020 casos. Psicóloga explica que abusos prejudicam desenvolvimento da criança.

 
 -  Mãe flagrou mensagens que indicavam que professor abusava do filho de apenas dez anos de idade.  Foto: Reprodução / TV Liberal
Mãe flagrou mensagens que indicavam que professor abusava do filho de apenas dez anos de idade. Foto: Reprodução / TV Liberal

Entre janeiro e junho deste ano, o Pará já registrou 1.020 abusos sexuais contra crianças e adolescente. De acordo com a Fundação Propaz, que atende vítimas deste tipo de crime, a cada quatro horas um caso é registrado no estado. Em 2017, foram 1.792 vítimas.

"O sentimento é que ele (abusador) passou uma etapa da vida do meu filho. É muito doloroso", disse a mãe de uma criança de dez anos que sofria com abusos do professor.

A mãe encontrou mensagens no celular do filho indicando os assédios cometidos pelo professor da criança, que está preso desde julho acusado de abuso sexual.

Segundo ela, nunca imaginou que o crime aconteceria no ambiente escolhar da criança. "Ele diz que sente saudade e que tinha vontade de estar deitado numa cama com meu filho. Qualquer pessoa em sã consciência vai ver que é totalmente inapropriado isso", relatou.

Mãe flagrou mensagens que indicavam que professor abusava do filho de apenas dez anos de idade. (Foto: Reprodução / TV Liberal) Mãe flagrou mensagens que indicavam que professor abusava do filho de apenas dez anos de idade. (Foto: Reprodução / TV Liberal)

Mãe flagrou mensagens que indicavam que professor abusava do filho de apenas dez anos de idade. (Foto: Reprodução / TV Liberal)

De acordo com a psicóloga Karine Coelho, o abuso vai desde a incitação até o ato sexual. "No momento que a criança tem contato com essas questões que não estão de acordo com a faixa etária dela, desde palavras, gestos, tudo isso configura como abuso", disse.

Coelho recomenda os pais a ficar atentos ao comportamento dos filhos. Segundo ela, mudanças podem sinalizar que são vítimas de abuso. "Agressividade, submissão, isolamento das crianças da mesma idade, podem ser indícios de abuso", alertou.

"A criança, depois do abuso, começa a manter relações com adultos, desfavoráveis ao desenvolvimento normal, quando ela deveria estar com outras crianças da mesma faixa etária. E então, ela passa a não se sentir mais criança e vai se isolando aos poucos do mundo da infância", explicou.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do G1 Pará no (91) 98814-3326

 

 

 

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