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Após renúncia de Leslie Moonves ao comando da CBS, rede afirma que '''não pagará nenhuma indenização''' ao CEO

Moonves, que foi acusado de assédio sexual por uma dúzia de mulheres, nega veementemente as denúncias e afirma que elas fazem parte de uma campanha para difamá-lo.

 
 -  Leslie Moonves durante conferência na Califórnia em maio de 2017  Foto: REUTERS/Lucy Nicholson/Arquivo
Leslie Moonves durante conferência na Califórnia em maio de 2017 Foto: REUTERS/Lucy Nicholson/Arquivo

Apesar dos rumores de que Leslie Moonves, CEO da CBS Corporation, poderia receber US$ 100 milhões em ações após sua renúncia do conglomerado de mídia dos EUA, A CBS afirmou em um comunicado que na atual situação "não pagará nenhuma indenização". O contrato de Leslie previa uma indenização de saída de US$ 180 milhões.

A emissora americana CBS anunciou neste domingo (9) a saída imediata de Leslie Moonves, seu presidente durante 15 anos, do cargo, após a publicação de novas denúncias de assédio e abuso sexual na revista The New Yorker.

A decisão é uma queda significativa para Moonves, de 68 anos, celebrado em Wall Street por transformar a emissora mais popular dos Estados Unidos e consolidar a reputação de seu canal a cabo Showtime.

Moonves foi denunciado neste domingo na New Yorker por seis outras mulheres que o acusam de agressão sexual e de dificultar suas carreiras, impedindo suas promoções.

Uma delas disse ao jornalista Ronan Farrow que Moonves a forçou a fazer sexo oral e depois empurrou-a violentamente contra uma parede.

Em julho, outras seis mulheres já haviam denunciado o executivo à revista New Yorker por apalpadas e beijos forçados.

A CBS informou em um comunicado publicado em seu portal a empresa e Moonves vão doar imediatamente US$ 20 milhões a uma ou mais organizações que apoiem o movimento #MeToo e a igualdade de gênero no trabalho.

A emissora indicou que o dinheiro virá de uma eventual indenização de saída para Moonves, que não será entregue até que sejam revelados os resultados de uma investigação das denúncias encomendada pela CBS.

Uma das acusadoras de Moonves, Jessica Pallingston, afirmou a New Yorker que pagar uma indenização seria "completamente repugnante".

O movimento Time's Up, que replica o #MeToo em vários setores econômicos, denunciou no Twitter a existência de "uma cultura tóxica de cumplicidade na CBS".

"A emissora tem a obrigação de agir rapidamente e de maneira determinada para criar um ambiente de trabalho seguro para todos", completou.

Moonves nega veementemente todas as acusações e afirma que elas fazem parte de uma campanha para difamá-lo.

A CBS anunciou um acordo com a família Redstone, que controla 80% dos direitos de voto da emissora, para evitar por pelo menos dois anos uma fusão com a Viacom, da mesma família.

Moonves e vários diretores da CBS se opunham a esta fusão, impulsionada por Shari Redstone. Se não chegassem a um acordo, o processo sobre este litígio deveria começar em 3 de outubro em um tribunal no estado de Delaware.

O diretor operacional da CBS, Joseph Ianniello, que entrou na empresa em 2005 e ocupa este cargo desde 2013, será o presidente interino até que se decida o sucessor de Moonver.

 

 

 

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