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Batalha de Idlib pode virar a pior catástrofe humanitária do século XXI, diz ONU

Regime de Damasco concentrou forças em torno dessa província, que é o último reduto de rebeldes sírios que se opõem a Bashar al-Assad.

 
 -  Equipes de resgate retiram nesta segunda-feira  10  escombros de destruição causada por bombardeios em Al-Habit, no sul da província de Idlibe  Foto:
Equipes de resgate retiram nesta segunda-feira 10 escombros de destruição causada por bombardeios em Al-Habit, no sul da província de Idlibe Foto:

A batalha de Idlib, a última fortaleza rebelde na Síria, pode se tornar a "pior catástrofe humanitária" do século XXI, advertiu o subsecretário-geral da ONU para assuntos humanitários nesta segunda-feira (10).

O regime de Damasco concentrou forças em torno de Idlib, bombardeando intensamente nos últimos dias. A província é o último reduto de rebeldes sírios que se opõem ao regime de Bashar al-Assad. No último final de semana, quatro vilas da província foram bombardeadas.

"Tem de haver maneiras de resolver este problema sem que Idlib se torne a pior catástrofe humanitária, com a maior perda de vidas humanas no século XXI", disse Mark Lowcock em entrevista coletiva em Genebra, onde deve se reunir com representantes das agências de organizações humanitárias.

Rússia e Síria bombardeiam Idlib pelo segundo dia seguido

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"Sabe-se que há muitos combatentes, incluindo terroristas de organizações proibidas, mas acho que há 100 civis, a maioria mulheres e crianças, para cada combatente em Idlib", acrescentou.

O enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, repetidamente pediu por "corredores de evacuação voluntários".

Cerca de 3 milhões de pessoas vivem na província, metade deslocadas de outras regiões da Síria.

Mapa mostra localização da Província de Idlib, no norte da Síria (Foto: Infografia: Alexandre Mauro/G1) Mapa mostra localização da Província de Idlib, no norte da Síria (Foto: Infografia: Alexandre Mauro/G1)

Mapa mostra localização da Província de Idlib, no norte da Síria (Foto: Infografia: Alexandre Mauro/G1)

Lowcock explicou que a ONU estava preparada para distribuir ajuda para cerca de 800 mil pessoas, das quais 100 mil poderiam ir para uma área controlada por Damasco e 700 mil para o interior da província de Idlib em um primeiro momento.

"O Programa Mundial de Alimentos enviou uma semana de ajuda alimentar para 850 mil pessoas", disse ele.

Mais de 30 mil deslocados

O porta-voz do escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), David Swanson, disse nesta segunda à agência Reuters que os recentes bombardeios fizeram com que mais de 30 mil pessoas fossem deslocadas na região.

"Desde 9 de setembro, 30.542 pessoas foram deslocadas do noroeste da Síria, mudando-se para diferentes áreas em Idlib", disse Swanson.

O conflito na Síria deixou mais de 350 mil mortos desde março de 2011 e milhões de pessoas deslocadas.

 

 

 

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