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México investiga caso de deputadas forçadas a renunciar em favor de homens

Cinco partidos são acusados de tentar obrigar 36 deputadas de Chiapas a deixarem cargos para serem substituídas por homens, mas algumas se recusaram. Prática aconteceria desde 2006, quando país estabeleceu cotas de gênero nas listas eleitorais.

 

O Instituto Nacional Eleitoral do México (INE) informou nesta segunda-feira (10) que enviará cinco conselheiros ao sudeste do estado de Chiapas para investigar o caso de 36 deputadas da região que foram obrigadas por seus partidos políticos a renunciar para serem substituídas por homens.

A conselheira Adriana Favela disse durante uma reunião do departamento de igualdade de gênero do INE que a viagem servirá para avaliar que solução a autoridade eleitoral de Chiapas precisa tomar.

Na última sexta-feira, o INE condenou energicamente os atos de violência política contra as mulheres no estado de Chiapas. Foram acusados de promover a prática o Partido Revolucionário Institucional (PRI), o Partido Verde Ecologista de México, a Nova Aliança, o Chiapas Unido e o Podemos Movimento Chiapas.

De acordo com o INE, esses partidos forçaram uma série de renúncias de suas candidatas eleitas nos pleitos locais do último dia 1º de julho para que os postos sejam ocupados por homens.

O caso ficou conhecido como as "Manuelitas" em referência ao nome do governador de Chiapas, Manuel Velasco, que minimizou as denúncias das mulheres.

Depois da pressão de órgãos eleitorais, atores políticos e organizações sociais, algumas mulheres decidiram ocupar os cargos obtidos nas urnas, contrariando as ordens dos partidos.

O fenômeno não é novo no país. Desde 2006, quando o México passou a adotar cotas de gênero nas listas eleitorais, alguns partidos estão fazendo com que mulheres renunciem aos cargos depois do pleito para favorecer homens.

 

 

 

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