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MPE-ES não considera que vídeos contra Casagrande sejam 'Fake-News'

Vídeo que apenas reunia matérias sobre o candidato foi proibido pelo justiça do estado

 
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O Ministério Público Eleitoral do Espírito Santo se manifestou contra proibição do vídeo em que Lucas Polese tece críticas contra Renato Casagrande, candidato ao governo do estado, considerando que não envolvia anonimato e como “livre manifestação do eleitor”.

No vídeo, o webdesigner Lucas reproduzia produções jornalística de sites de notícias, jornais e de veículos de televisão  enquanto comentava sobre o assunto, que envolvia denúncias de má gestão, corrupção e de citações de delatores na “Lava-Jato”. Apesar do conteúdo original não ser de produção de Lucas Polese,  Casagrande conseguiu um liminar na Justiça Eleitoral do estado pedindo a retirada  do vídeo  da página do ILES, Instituto Liberal do Espírito Santo, onde foi originalmente postada, considerado como inverídicas, mesmo sendo ele apenas um apanhado de outros veículos.

A Justiça Eleitoral não aceitou os argumentos do MPE e manteve o vídeo proibido.

O sistema eleitoral brasileiro obriga o cidadão, através de impostos, à pagar bilhões de reais para que políticos utilizem na campanha eleitoral onde se apresentam da forma que bem entendem, inclusive ocultando  denúncias formalmente feitas, enquanto o financiador apenas é obrigado à receber a informação. Tudo isso até o advento da internet, quando o cidadão obteve uma forma de poder informar sobre o mesmo assunto ou pessoa, sem o aporte financeiro, mas com os deveres que a legislação lhe impõe, as penas quando não os cumpre e,  também, com os mesmos direitos de deveriam ter os candidatos que contratam atores para sorrir e falar bem dos mesmos, numa pura e real encenação.

Se as informações sobre Casagrande são inverídicas, o primeiro passo seria proibir a veiculação em sua origem e não apenas por quem apenas as repercutiu num momento propício para isso, que é a candidatura do acusado. Enquanto isso o cidadão continuará pagando para ouvir o que eles querem, enquanto a liberdade de informação continua em ameaça no Espírito Santo.

 

 

 

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