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Armamento americano é vulnerável a ciberataques

Relatório de auditoria do governo culpa atraso do Pentágono em matéria de cibersegurança e dificuldades encontradas para recrutar especialistas. Equipamento militar está cada vez mais conectado, o que os torna mais eficazes, mas também mais vulneráveis a

 
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O armamento americano é vulnerável a ciberataques em razão do atraso do Pentágono em matéria de cibersegurança e das dificuldades encontradas para recrutar especialistas, assinala um relatório de auditoria do governo publicado nesta terça-feira (9).

No documento intitulado "O Departamento de Defesa está apenas começando a se dar conta da amplitude das vulnerabilidades", o escritório de contas do Congresso dos Estados Unidos, GAO, destaca que o equipamento militar do país está cada vez mais conectado.

Os caças estão repletos de programas de informática e sensores, o comando operacional é feito por um telão, os soldados são localizados em terra graças ao seu GPS, e os navios da Marinha americana estão cada vez mais computadorizados, indica o relatório.

Esses programas e sensores fazem com que os militares sejam mais eficazes, mas também mais vulneráveis a ataques informáticos.

Especialistas do Pentágono que serviram como hackers mostraram como foi fácil invadir os novos equipamentos produzidos entre 2012 e 2017.

"Em um caso, foi necessária apenas uma hora para uma equipe de duas pessoas penetrar no sistema de computador de um armamento, e um dia para controlar completamente o seu funcionamento", indica o GAO, sem especificar, por razões de segurança, a que armamento faz referência.

Em outro caso, os analistas do Pentágono assumiram o controle dos terminais usados durante um exercício. A equipe pôde não só controlar o sistema, como manipulá-lo ao ponto de os operadores virem em sua tela uma janela que pedia a introdução de uma moeda para poder continuar.

O Departamento de Defesa "não sabe a extensão das vulnerabilidades de seus sistemas de armamento porque, por uma série de razões, o alcance e a sofisticação dos testes foram limitados".

O Pentágono começou a perceber a gravidade dos perigos e a necessidade de aumentar a proteção dos sistemas informáticos, mas tem problemas para recrutar especialistas, que são mais bem pagos no setor privado do que nas Forças Armadas, destaca o documento, o primeiro sobre este tema do GAO.

Um dos planos consiste em contratar jovens diplomados antes de terminar a universidade, a fim de oferecer uma primeira oportunidade profissional e tirar proveito de seus conhecimentos.

Em um momento no qual os países ocidentais acusam a Rússia de ter realizado ciberataques de grande envergadura nos últimos meses, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, anunciou que os EUA decidiram colocar à disposição da Otan as suas capacidades em matéria de defesa cibernética.

 

 

 

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