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Ministro argentino diz que país deve retomar crescimento no segundo trimestre de 2019

Dante Sica, ministro da Produção, se reuniu nesta quarta 10 em Brasília com o ministro do Comércio Exterior, Marcos Jorge. Para Sica, crise na Argentina é resultado da guerra EUA-China.

 

O ministro da Produção da Argentina, Dante Sica, afirmou nesta quarta-feira (10) que o país deve retomar o crescimento a partir do segundo trimestre de 2019.

Dante Sica deu a declaração após se reunir em Brasília com o ministro da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Jorge.

Os dois participaram de reuniões do Conselho Empresarial Brasil-Argentina e da Comissão de Produção e Comércio Brasil-Argentina. O objetivo foi definir uma agenda conjunta de temas prioritários para os dois países.

Segundo Sica, a Argentina atravessa uma crise cambial em razão de fatores externos, entre os quais a guerra comercial entre China e Estados Unidos, problemas na Turquia.

"[A Argentina passar por uma crise] também por temas internos, como corrupção do governo anterior", acrescentou.

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Eleição presidencial

O ministro argentino acrescentou, ainda, que o governo Mauricio Macri acompanha "com atenção" o processo eleitoral brasileiro.

"Neste momento, estamos observando os processo eleitoral. Foi uma votação sem violência, nada que possa manchar o processo eleitoral. Vemos como um caso exitoso", declarou.

Ao ressaltar que Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) disputarão o segundo turno, disse que a Argentina tenta identificar quem serão os principais ministros da área econômica.

"Queremos escutá-los e saber para onde pode ir a futura política econômica. Não estamos preocupados. Seguimos com atenção. Quando o Brasil vai bem, a Argentina vai bem", afirmou ele, acrescentando que 1 ponto de crescimento do PIB brasileiro representa uma alta de 1/4 do ponto no crescimento da Argentina.

Relação comercial

Já o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços brasileiros, Marcos Jorge, disse que, quando há queda de 1 ponto no PIB argentino, as exportações brasileiras para aquele país se retraem em 4,4%.

"O que ficou claro é que, pelo fato de estarmos expandindo para outros países da região, há uma queda menor das exportações totais, pois há uma absorção para outros mercados", declarou ele.

Migue Jorge afirmou ainda que a agenda entre os dois países, cujos representantes se reuniram nesta quarta-feira em Brasília, focou na convergência regulatória no âmbito automotivo, na facilitação do comércio bilateral em diversos produtos, e "interoperabilidade" de sistemas, para que eles trabalhem de forma mais "harmômica".

Em 2017, o Brasil registrou um superávit comercial (exportações maiores do que importações) de US$ 20,2 bilhões com a Argentina, depois de registrar um déficit de US$ 2,5 bilhões em 2016. Neste ano, até setembro, a economia brasileira também teve superávit com o país vizinho, no valor de US$ 3,2 bilhões. Os números são do Ministério da Indústria brasileiro.

 

 

 

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