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MPF quer prisão de sojicultor flagrado em operação contra grilagem no oeste do Pará

Caso condenado, Clóvis Casagrande pode ser punido com até 21 anos de prisão, e multa.

 
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O Ministério Público Federal (MPF) reafirmou à Justiça, pedido de prisão para o sojicultor Clóvis Rogério Casagrande. Ele é acusado por falsidade ideológica e corrupção ativa, crimes cometidos em um esquema de grilagem de terras públicas no oeste do Pará desfeito em 2004 na Operação Faroeste, da Polícia Federal e do MPF.

Assinado no dia 31 outubro, o pedido do MPF foi feito nas alegações finais do processo, que é a fase processual imediatamente anterior à sentença. Caso condenado, Casagrande pode ser punido com até 21 anos de prisão, e multa. Também foi pedido pelo MPF que seja determinado valor mínimo para a indenização dos danos provocados.

O processo contra Clóvis Rogério Casagrande é um dos três processos gerados pela denúncia de 2009 do MPF contra 12 pessoas acusadas de grilagem (apropriação ilegal) de terras das glebas Pacoval e Curuá-Una, nos municípios de Uruará e Prainha.

De acordo com o MPF/PA, o grupo se dividia em três núcleos: o dos servidores públicos, o de advogados e o de compradores de terras. Os servidores públicos utilizavam-se de seus cargos no MPF e no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para fraudar documentos, ora favorecendo seus “clientes” (compradores ilegais de terras, como Casagrande), ora criando obstáculos para que posseiros reivindicassem legalmente pequenas partes dessas áreas.

Essa foi a segunda quadrilha denunciada pelo MPF a partir das investigações do caso. A primeira ação criminal foi ajuizada em maio de 2005, contra oito pessoas. Esse outro grupo teve como finalidade a venda criminosa, para pessoas de todo o Pará, de Certidões de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR).

Grilagem de 36 mil hectares – Segundo o MPF, Clóvis Rogério Casagrande e o denunciado Juscelino Martini se apropriaram de 36 mil hectares de área de domínio da União, propícia para a agricultura de grãos em grande escala.

Segundo o MPF, Casagrande invadiu vários trechos dessas áreas, com a intenção de ocupá-los, contando com o apoio de membros de sua quadrilha inclusive para expulsar ou pressionar a migração dos comunitários.

De acordo com as alegações finais do MPF, não há como descrever a conduta do réu Clóvis Rogério Casagrande sem fazer referência à conduta dos demais integrantes da quadrilha – réus em outros processos – porque todos agiam juntos para usurpar e explorar terras da União, objetivando o plantio de soja.

“Os advogados Jecivaldo da Silva Queiroz e Cirillo Maranha intermediavam o contato de Casagrande com o outro polo de integrantes da quadrilha, os servidores do MPF e do Incra. A seleção das áreas nas Glebas Curuá-Una e Pacoval e titularização por meio de ‘laranjas’ era facilitada pelos servidores graças aos cargos que ocupavam e às informações privilegiadas que detinham, agiam na clandestinidade, acobertados pelo manto de prestígio dos seus órgãos”, informou o MPF.

A quadrilha só teve a atuação e identidade de seus membros reveladas graças, segundo o MPF, aos depoimentos de comunitários que foram esbulhados de suas áreas, de denúncias que partiram de grupo de grilagem rival delatando tais membros e por meio das medidas cautelares de busca e apreensão e quebra de sigilo telefônico.

 

 

 

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