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Alvo de operação da PF, Neri Geller deve cumprir prisão temporária em delegacia da PF de MT

 
O deputado federal eleito Neri Geller (PP), que é ex-ministro da Agricultura, foi preso pela Polícia Federal em um hotel de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (9), durante a Operação Capitu, que investiga suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). A defesa dele afirmou que vai se manifestar depois que tiver conhecimento do processo.

Após a prisão, Geller foi levado para a delegacia da PF, onde deve ficar preso temporariamente por cinco dias.

Ao todo, a PF cumpre 19 mandados de prisão e 63 de busca e apreensão em Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraíba.

Neri Geller estava hospedado no hotel porque participaria de um evento agropecuário na cidade nesta sexta-feira e, por volta de 6h, três agentes da PF chegaram ao local em carro sem descaracterizado, ou seja, sem o nome da instituição, e o levaram em cumprimento a um mandado de prisão temporária.

Geller esteve à frente do Mapa entre março de 2014 a dezembro de 2015, período em que teriam ocorrido supostos pagamentos de propina a servidores públicos e agentes políticos. Ele foi eleito no primeiro turno das eleições de 2018 com mais de 73 mil votos.

Além dessa prisão, em Mato Grosso, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em Lucas do Rio Verde, a 360 km da capital.

A Operação Capitu é um desdobramento da Lava Jato em conjunto com a Receita Federal. As investigações são baseadas na delação do doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB.

Segundo a polícia, havia uma esquema de arrecadação de propina no Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB que recebiam dinheiro da JBS, que pertence aos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de benefícios para as empresas do grupo.

As empresas doavam dinheiro de maneira irregular para políticos e partidos, duas grandes redes de varejo de Minas Gerais também atuaram no esquema.

Segundo a polícia, as redes varejistas se aproveitavam do grande fluxo de caixa para lavar dinheiro que era doado para partidos e políticos. O esquema funcionou entre agosto de 2014 e fevereiro de 2015.

 

 

 

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