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Festival do Rio 2018: Fabrício Boliveira lança '''Simonal''' e diz que cantor seria vítima da maior fake news do Brasil; veja vídeo

Ator de ''Segundo Sol'' volta a fazer par com Ísis Valverde, com quem contracenou em ''Faroeste Caboclo''

 
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Poucas horas antes da exibição do último capítulo de "Segundo Sol", o ator Fabrício Boliveira, que interpretou Roberval na novela de João Emanuel Carneiro, participou da sessão de gala de "Simonal", na 20ª edição do Festival do Rio. A pré-estreia também contou com a presença do diretor do filme, Leonardo Domingues, e parte do elenco, como os atores Leandro Hassum, que vive Carlos Imperial, e Bruce Gomlevsky, além dos filhos do cantor, os também músicos Simoninha e Max de Castro, que fizeram a trilha sonora da produção. A atriz Ísis Valverde, que volta a fazer par romântico com Boliveira depois de "Faroeste Caboclo" (2013), interpretando Tereza, esposa de Simonal, não compareceu, mas foi lembrada pela equipe com carinho.

O filme (que só estreia oficialmente nos cinemas em 2019) conta a ascenção e queda do cantor Wilson Simonal, vivido por Boliveira, que após um período de grande sucesso popular, durante as décadas de 1960 e 1970, caiu no ostracismo após ser acusado pela imprensa da época de delator da ditadura ao tentar intimidar seu contador e cometer o erro de dizer ser protegido dos militares.

O ator Fabrício Boliveira no filme 'Simonal' — Foto: Divulgação / Paprica Fotografia O ator Fabrício Boliveira no filme 'Simonal' — Foto: Divulgação / Paprica Fotografia

O ator Fabrício Boliveira no filme 'Simonal' — Foto: Divulgação / Paprica Fotografia

Em entrevista ao G1, Boliveira disse que o intérprete foi injustiçado, mesmo tendo provado sua inocência posteriormente. Segundo o ator, o filme levanta a poeira da história brasileira ao falar de ditadura e mostra palavras que estão nas cabeças das pessoas. Para Boliveira, isso é bom para que o público veja o perigo disso tudo através do cinema. (veja no vídeo acima)

"A história do Simonal é a história de um grande artista brasileiro injustiçado por uma "fake news". Acho que é uma das grandes "fake news" da nossa história. É inexplicável. Um grande artista negro que seria um grande referencial para a gente, independente da cor dele. " — Fabrício Boliveira, intérprete de Simonal

Para Leandro Hassum, é importante que o filme ajude a desmistificar a figura do Simonal criada na época do regime militar. Segundo o ator, todas as mentiras e exageros seriam derrubados se, naquele tempo, houvesse a tecnologia que temos nos dias de hoje, em que uma notícia falsa seria desmentida facilmente pelo WhatsApp. "A carga que o Simonal carregou a partir de uma invenção e até mesmo uma mistificação da história dele foi difícil de desmentir. Por isso, eu acho importante que a juventude de hoje assista a história de um grande artista e aproveitem bem as vantagens que vocês (os jovens) têm hoje em dia de poder buscar fontes, de discutir o que vocês estão ouvindo. Não se calem, não se deixem calar, não fiquem surdos apenas por uma notícia. Sejam ouvidos abertos para tudo que está ao seu redor", aconselhou.

Isis Valverde é Teresa, esposa de Simonal — Foto: Divulgação Isis Valverde é Teresa, esposa de Simonal — Foto: Divulgação

Isis Valverde é Teresa, esposa de Simonal — Foto: Divulgação

"A vida imita a arte", segundo filho de Simonal

Wilson Simoninha e Max de Castro participaram do filme compondo a trilha sonora, que ganhou o prêmio na categoria no último Festival de Gramado. A produção também levou os Kikitos de Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte. Para Simoninha, a história do filme é importante porque as pessoas se identificam. "De certa forma, todo mundo tem um pouquinho de Simonal dentro de si, ainda mais hoje nestes tempos de radicalismos é interessante ver a história do Simonal e ter algum aprendizado com isso", declarou.

Já para Max de Castro, fazer o filme sobre o pai era uma coisa impossível de acontecer há alguns anos atrás. "Por uma ironia do destino muito curiosa, as pessoas vão ter a oportunidade de ver o filme num momento muito parecido que o filme retrata. Existe uma coisa histórica acontecendo que eu acho que faz o filme muito mais interessante. A vida imita a arte. Eu acho que as pessoas que têm a oportunidade de ver o filme vão se surpreender", afirmou o músico.

O diretor Leonardo Domingues, estreando no comando de longas de ficção, admitiu que não conhecia muito sobre a história de Simonal até assistir ao documentário "Simonal - Ninguém sabe o duro que dei", de 2007. Para o cineasta, fazer o filme foi uma chance de contar essa história para um público maior. Ele disse que escolheu Fabrício Boliveira para o papel principal após montar o filme "Nise - O coração da loucura" e ver sua performance. O realizador achou que a química mostrada pelo ator e por Ísis Valverde em "Faroeste Caboclo" poderia funcionar também em "Simonal". "Tive uma equipe maravilhosa, que somou e ajudou muito, e o filme tá aí, para todo mundo assistir", disse Domingues.

Festival do Rio 2018

  • Datas: de 1º a 11 de novembro
  • Programação no site do evento ou na revista digital
  • Em cartaz em 21 salas de cinema

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