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Piloto que sobreviveu após queda de avião passa por cirurgia plástica no corpo, rosto e mãos em MT

 
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O piloto paranaense Maicon Semencio Esteves, de 27 anos, que sobreviveu após uma queda de avião e foi resgatado nessa quarta-feira (7), com vida, depois de ficar quatro dias em meio à selva em Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá, passou pela primeira cirurgia plástica na manhã deste sábado (10). A cirurgia, chamada de debridamento, foi realizada nas mãos, no corpo e no rosto do jovem, que sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau devido ao pouso.

Conforme a assessoria do Hospital 3 de Maio, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, o piloto passa bem após a cirurgia, mas ainda está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A cirurgia foi realizada pelo cirurgião plástico Paulo da Silveira e está sob os cuidados do médico intensivista Marcelo Naves.

Segundo os médicos, o piloto está respondendo bem e está consciente. Maicon está sendo tratado com antibiótico e anti-inflamatório.

Maicon estava sozinho e comandava um avião, modelo Neiva EMB-201, matrícula PT-GSH. Saiu de Porto Nacional, no Tocantins, para fazer um translado até Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, quando sofreu o acidente.

O avião caiu no último domingo (4) e, desde então, Maicon estava sendo procurado pela Polícia Militar e por amigos e familiares que foram para o local para ajudar nas buscas.

Os destroços do avião foram encontrados por trabalhadores de uma fazenda próxima ao local do acidente, no entanto, não havia sinal do piloto.

Em um áudio enviado para a namorada Maicon diz que sairia de Porto Nacional em direção a Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, onde faria uma parada para abastercer.

De lá, seguiria para Matupá, a 696 km da capital, novamente para fazer um segundo abastecimento. A viagem terminaria em Alta Floresta.

Resgate

O piloto foi encontrado próximo a um rio, bastante debilitado, e levado de ambulância para Peixoto de Azevedo. Ele teria andado 2 km do local da queda do acidente até onde foi localizado.

Segundo um fazendeiro que ajudou nas buscas, o piloto conseguiu chegar em uma região com água, mas não conseguiu ingerir o líquido por estar muito debilitado.

Um grupo de 15 voluntários, três bombeiros e oito policiais militares estavam na região e tentavam localizar o piloto. A área é de aproximadamente 6 mil hectares de mata fechada.

Maicon mora em Primeiro de Maio, cidade do Paraná, e trabalha com aviação agrícola.


G1

 

 

 

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