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MPPA investiga morte de grávida após transfusão de sangue via seringa em Baião

Foi realizada transfusão improvisada pela equipe do Hospital Municipal por meio de seringas, onde voluntários do ''doavam'' sangue que eram retirados e injetados diretamente na paciente, que sofreu complicações após cesárea.

 

O Ministério Público do Estado investiga as circunstâncias da morte de uma grávida, que deu entrada no Hospital Municipal de Baião, no Baixo-Amazonas, no dia 19 de novembro para uma cesária eletiva e que veio a óbito no dia seguinte, supostamente por uma hipovolemia por hipoatonia uterina, na ambulância, a caminho da Santa Casa de Belém.

Segundo apurado pela Promotoria a primeira cirurgia da paciente transcorreu aparentemente bem, pelos levantamentos iniciais e pelos testemunhos da família da vítima e o bebê nasceu saudável. Entretanto, durante a noite, a paciente teve diversas quedas de pressão, queixas de desconforto respiratório, desconforto abdominal, sangramento vaginal. Contudo, apenas as 7h da manhã seguinte o médico obstetra a levou novamente para o centro cirúrgico.

As circunstâncias acerca da conduta do médico já estão sendo apuradas, juntamente com as péssimas condições de atendimento do Hospital, que não dispõe de banco de sangue, de monitor cardíaco, de máquina de exame de hemograma, de médico anestesiologista, dentre outros insumos básicos.

Transfusão por meio de seringas

Conforme relatos, o mais chocante no caso da paciente é que devido a falta de bolsas de sangue e como a paciente estava entrando em choque, foi realizada transfusão improvisada pela equipe do Hospital por meio de seringas, onde voluntários do Hospital "doavam" sangue que eram retirados e injetados, praticamente, diretamente na paciente.

"A situação de Baião é alarmante em vários sentidos e parece que o Município prefere fechar os olhos para a realidade periclitante que assola a população. O Hospital não consegue realizar atendimentos básicos, pois constantemente falta gaze, soro fisiológico, medicamentos de rotina, não realizam hemograma, a máquina de RX está quebrada, a máquina de ultrassom está quebrada, a máquina de eletrocardiograma também não está funcionando. Ou seja, o Hospital está quebrado e quem está pagando o preço alto é a população de Baião pelo descaso da Municipalidade", frisou a promotora de Justiça Paula Camacho.

O caso já foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina e ao Conselho Regional de Enfermagem para que apurem, dentre outras circunstâncias, a viabilidade de manutenção de atendimento do Hospital e, principalmente do Centro Cirúrgico. O médico que realizou a cirurgia da paciente apresenta, no site do Conselho Regional de Medicina, como especialidade ginecologia e obstetrícia, porém, atua como cirurgião geral e anestesiologista no Hospital Municipal de Baião.

 

 

 

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