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Professora da periferia de Belém ganha prêmio do MEC

Ela criou o projeto Juventude negra periférica - do extermínio ao protagonismo , que incentiva a produção de conteúdos audiovisuais pelos próprios alunos, onde eles relatam o que vivem no bairro da Terra Firme.

 

"Juventude negra periférica - do extermínio ao protagonismo" é o nome do projeto criado pela professora Lilia Melo, que tem transformado a vida de dezenas de jovens do bairro da Terra Firme, na periferia de Belém. Na semana passada, ela conquistou o prêmio nacional 'Professores do Brasil', do Ministério da Educação (MEC), que reconhece o trabalho de professores de escolas públicas que fazem a diferença nas salas de aula.

O projeto é desenvolvido na Escola Brigadeiro Fontenele, na Terra Firme. Ele foi lançado em janeiro de 2015, meses depois de uma chacina onde 11 pessoas foram assassinadas em Belém, sendo a maioria que a maioria das execuções foi na Terra Firme. O projeto ajudou esses jovens a entenderem a violência, tão presente na rotina deles, como exercício de reflexão, e principalmente como impulso para que eles formassem a própria história.

Além da produção audiovisual, o projeto tem dança inspirada no movimento hip-hop, teatro e cinema. A professora fez questão que os alunos assistissem ao filme "Pantera Negra", para refletir sobre o papel do negro na sociedade e fez uma campanha para levar os estudantes ao cinema.

“Através dessa parceria, trazer o reconhecimento e valorização da identidade afro, indígena e ribeirinha pra que esses meninos e essas meninas, que são pretas, em sua maioria, periféricas, possa protagonizar a sua própria história", afirmou a vencedora do prêmio.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do G1 Pará no (91) 98814-3326.

 

 

 

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