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Protestos reúnem milhares de pessoas em Paris sob cerco da polícia

 
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Milhares de manifestantes, chamados de "coletes amarelos", fazem protesto pelas ruas de país neste sábado (8) pelo quarto final de semana consecutivo.

A Torre Eiffel e outros pontos turísticos do centro de Paris estarão fechados neste sábado (8) por conta das manifestações. Lojas também não abrirão as portas, por medo de saques que aconteceram em outros dias de protesto.

As áreas mais sensíveis por serem pontos de concentração dos "coletes amarelos", como o bairro da Champs-Élysées, as praças da República e da Bastilha, foram fechadas para o tráfego desde o início da manhã.

Grandes museus, assim como lojas de departamento, diversos mercados e estabelecimentos públicos também não funcionarão.

Cerca de 89 mil policiais foram mobilizados em todo o país. Desses, 8 mil estão alocados em Paris, para evitar as cenas da última semana, que contou com carros incendiados e com o Arco do Triunfo pixado com frases contra o presidente Emmanuel Macron.

Segundo a agência EFE, as autoridades da França já haviam detido pelo menos 278 pessoas para impedir preventivamente incidentes violentos durante as manifestações, mas esse número pode subir durante o dia, segunda uma porta-voz.

As detenções são sobretudo de grupos suscetíveis em protagonizar atos de violência ou por possuírem objetos que possam ser utilizados para esse fim, mas eles não devem necessariamente ficar presos após feitas as inspeções.

O ministro do Interior, Christophe Castaner, justificou que as prisões são para impedir que se repitam os distúrbios ocorridos há uma semana: "Tivemos que dar uma resposta forte".

Castaner, em entrevista ao canal "BFMTV", pediu aos "coletes amarelos" que querem fazer valer suas reivindicações "que não se misturem" com os manifestantes violentos, pois "a violência nunca será uma forma de protesto".

Ele também disse que "o governo estendeu a mão" com a disponibilidade para o diálogo e medidas como a suspensão do aumentos dos impostos sobre o combustível que estava programado para janeiro: "Agora é preciso sentar à mesa e discutir".

O primeiro-ministro, Édouard Philippe, recebeu na sexta-feira à noite uma delegação de sete "coletes amarelos livres", um grupo que se reivindica como moderado e que pediu aos seus seguidores que não viajassem para Paris.

Confrontos

No sábado (1º), houve confronto dos manifestantes com a polícia na Avenida Champs-Elysées, em Paris, que deixou 130 feridos e mais de 400 detidos. Cerca de 136 mil saíram às ruas naquele dia.

Aumento cancelado

Os protestos foram mantidos apesar de o governo ter anunciado na quarta-feira (5) que desistiu de aumentar os impostos de combustíveis. Inicialmente, a medida seria suspensa por seis meses, mas depois o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, disse que o aumento não entraria no projeto orçamentário de 2019.

Segundo a imprensa francesa, o presidente Emmanuel Macron tomou a decisão após perceber que a primeira proposta não foi bem recebida pelos "coletes amarelos".

O movimento

Os protestos começaram em 17 de novembro em oposição ao aumento dos impostos sobre os combustíveis, mas, desde então, se tornaram um amplo movimento contra a política econômica e social do presidente Emmanuel Macron.

O governo, encurralado pelas ruas, suspendeu o imposto sobre combustíveis e congelou os preços da eletricidade e do gás durante o inverno.

No entanto, para os "coletes amarelos", que ampliaram suas reivindicações, essas concessões foram insuficientes. Contam também com o apoio da maioria dos franceses (68%, segundo a última pesquisa).

Muitos dos "coletes amarelos", chamados assim pelo adereço fluorescente de segurança que usam, se manifestam pacificamente, mas alguns se radicalizaram. Membros de grupos de extrema direita e de extrema esquerda aproveitam os protestos para enfrentar a polícia, às vezes de forma brutal.

Alguns membros do coletivo fizeram um chamado a não participar de manifestações em Paris para evitar mortes. Até o momento, não foram registradas vítimas diretas, mas quatro pessoas perderam a vida em acidentes relacionados com os protestos.

Algumas embaixadas, como a de Estados Unidos, Bélgica e Portugal, aconselharam seus cidadãos a adiar suas viagens e pediram aos residentes na França a aumentar as precauções.

PROTESTOS DOS COLETES AMARELOS NA FRANÇA

  • Como o movimento juntou direita e esquerda contra Macron

  • Semelhanças e diferenças para os protestos de 2013 no Brasil

  • Líder de Maio de 1968 condena 'coletes amarelos'

  • Da Holanda à Bulgária, 'coletes amarelos' surgem por toda a Europa

 

 

 

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