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Paraguai rompe relações com a Venezuela

Anúncio foi feito pelo presidente Mario Abdo Benítez logo após Nicolás Maduro tomar posse de um segundo mandato na Venezuela.

 
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O governo do Paraguai anunciou nesta quinta-feira (10) que rompeu suas relações com a Venezuela. O anúncio foi feito pelo presidente Mario Abdo Benítez logo após Nicolás Maduro tomar posse de um segundo mandato presidencial.

A ruptura envolve o fechamento da embaixada do Paraguai em Caracas e a retirada imediata dos diplomatas. Além disso, o governo anunciou o cancelamento de um acordo de vistos com a Venezuela – o que, segundo o governo paraguaio, afetará apenas integrantes do regime de Maduro.

Em declaração no Palácio do Governo, Benítez lembrou que, como membro do Grupo de Lima, o Paraguai não reconhece o resultado da última eleição na Venezuela, "um processo eleitoral ilegítimo".

Além disso, em nota divulgada pelo Twitter, a chancelaria paraguaia informou que a crise política na Venezuela "é de índole interna e cabe aos próprios venezuelanos resolvê-la".

Nicolás Maduro presta juramento no Supremo Tribunal da Venezuela durante cerimônia de posse nesta quinta-feira (10) — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters Nicolás Maduro presta juramento no Supremo Tribunal da Venezuela durante cerimônia de posse nesta quinta-feira (10) — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Nicolás Maduro presta juramento no Supremo Tribunal da Venezuela durante cerimônia de posse nesta quinta-feira (10) — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Na semana passada, o Grupo de Lima, que também inclui o Brasil, anunciou que não reconheceria o governo venezuelano se o presidente Nicolás Maduro assumisse o novo mandato nesta quinta. A decisão apenas não teve o apoio do México.

O Grupo de Lima foi criado em 2017 por iniciativa do governo peruano com o objetivo de pressionar para o restabelecimento da democracia na Venezuela. Treze países integram o grupo – Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru.

Na véspera da posse de Maduro, o Equador anunciou a retirada de seu embaixador em Caracas.

Eleição contestada

Maduro foi reeleito em maio do ano passado, com quase 70% dos votos, em eleição que foi boicotada pela oposição, teve alta abstenção e denúncias de fraude.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) se recusou a participar do pleito por considerar o processo uma "fraude" para perpetuar Maduro no poder. Os dois maiores rivais de oposição já estavam impedidos de concorrer: Leopoldo Lopez está preso e Henrique Capriles foi impedido de se candidatar a qualquer cargo por um período de 15 anos.

Cerca de 20,5 milhões de eleitores estavam registrados para votar, mas o comparecimento foi de 46% do eleitorado e um total de 8,6 milhões de votos. Foi uma das porcentagens de participação mais baixa da história venezuelana.

Crise

A Venezuela está mergulhada em uma grave crise política e econômica que obrigou 2,3 milhões de pessoas a deixá-lo desde 2015, segundo a ONU.

A crise na Venezuela causou escassez de alimentos e medicamentos e, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a inflação em 2019 atingirá 10.000.000%.

 

 

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