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Profissionais de saúde passam por atualização para atendimento antirrábico humano em Santarém

A partir de agora, pacientes serão classificados de acordo com a complexidade do caso. Tratamento antirrábico pode ser feito com soro e vacina.

 
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Profissionais de saúde do Hospital Municipal Alberto Tolentino Sotelo em Santarém, oeste do Pará, estão participando de treinamento sobre o atendimento antirrábico humano. A capacitação é realizada nas dependências do Hospital nesta segunda (11) e terça-feira (12).

No primeiro dia, o infectologista João Assy falou sobre aos profissionais sobre primeiros socorros a pacientes que foram expostos a situações de vulnerabilidade, podendo contrair a doença.

O médico deu orientações sobre a ficha de classificação, que deve ser preenchida corretamente para ser identificado a complexidade do acidente para os primeiros socorros. “Primeira coisa após a mordedura de um animal é lavar o local com água e sabão para poder limpar das bactérias e procurar o atendimento médico para poder ser feito o atendimento e de acordo com a avaliação do caso se grave ou leve se há necessidade de ser feito o soro ou só observação", destacou.

O atendimento antirrábico humano é composto por soro e vacina, além da observação do animal, se possível, e do paciente.

A ideia é capacitar os técnicos e enfermeiros que atendem no Pronto Socorro para poderem fazer o atendimento correto ao paciente, no caso a mordida de cachorro ou de gato, morcego e outros mamíferos, para prevenir o desenvolvimento da raiva no homem.

Ficha para classificação dos casos será disponibilizada na triagem do Hospital Municipal — Foto: Dominique Cavaleiro/G1 Ficha para classificação dos casos será disponibilizada na triagem do Hospital Municipal — Foto: Dominique Cavaleiro/G1

Ficha para classificação dos casos será disponibilizada na triagem do Hospital Municipal — Foto: Dominique Cavaleiro/G1

O público-alvo dessa capacitação são os enfermeiros que estão na linha de frente, na triagem do Hospital Municipal, com parceria dos médicos. Um dos objetivos é dar mais qualidade na informação. De acordo com a enfermeira do setor de epidemiologia, Karina Sousa, o hospital recebe diariamente esses casos desses pacientes com mordida de cão ou gato, até mesmo morcego e macaco.

“Precisamos estar nos atualizando, para atender cada caso de acordo com o grau de complexidade e saber se esse paciente precisa do soro, ou da vacina. Essa capacitação é para atualiza-los e também para poder melhorar a qualidade na informação das notificações para o Ministério da Saúde”, contou.

Casos suspeitos em 2019

Em 2019, mais de 20 pacientes já deram entrada no Hospital Municipal com mordida de um dos mamíferos transmissores da doença. Nenhum dos casos foi confirmado como raiva humana.

De acordo com o Hospital, maioria dos pacientes são crianças, e geralmente as mordidas são originadas de acidentes domiciliares, principalmente envolvendo cães e gatos da própria residência, de vizinhos e até mesmo animais abandonados na rua. “Geralmente são crianças. Tivemos mordida de cães grave com fratura exposta, mordida de gatos, arranhaduras, esses casos são mais frequentes. Quando é morcego ou macaco é considerado grave”, disse Karina.

Em 2018 o Hospital atendeu 131 pacientes com mordedura de cachorro e gato. Dessas, 20 foram crianças. No primeiro mês deste ano já foram 26 pessoas mordidas pelos animais, uma criança somou nesses dados atuais. “O vírus da raiva pode estar transitando, então todo atendimento tem a sua importância. Então estamos classificando esses atendimentos como leve, moderado ou grave e, principalmente para estar orientando esses pacientes depois desse atendimento para buscar a unidade de saúde”, concluiu Karina.

 

 

 

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