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'''Foi um consórcio, os dois coparticiparam para financiar o executor''', revela delegado sobre crime na estrada do Juá

Dmitri Teles afirmou que mandantes confessaram crime, mas PM se manteve em silêncio. As investigações continuam.

 

O delegado da divisão de homicídios da Polícia Civil de Santarém, no oeste do Pará, Dmitri Teles, e o diretor da Seccional da PC, Germano do Vale, concederam entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (14) para falar sobre a prisão temporária dos três suspeitos da morte de Célio de Sousa Fernandes, de 38 anos, que foi encontrado em uma cova rasa na estrada do Juá, no dia 5 de fevereiro.

Elziete Nascimento de Sousa e Nagib Jorge do Carmo, que foram apresentados pelo advogado deles na delegacia, confessaram ter contratado por R$ 10 mil, Tailandresson Junio Pereira Alves, cabo da Polícia Militar que estava afastado do serviço por problemas de saúde, para executar Célio, que era companheiro de Elziete.

Já o policial, que foi apresentado pela corregedoria da PM, preferiu se manter em silêncio sobre a suspeita de autoria do crime.

Celio Sousa Fernandes se hospedou em um hotel seis dias antes de ser encontrado morto na estrada de acesso ao Lago do Juá, em Santarém — Foto: Reprodução/Redes Sociais Celio Sousa Fernandes se hospedou em um hotel seis dias antes de ser encontrado morto na estrada de acesso ao Lago do Juá, em Santarém — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Celio Sousa Fernandes se hospedou em um hotel seis dias antes de ser encontrado morto na estrada de acesso ao Lago do Juá, em Santarém — Foto: Reprodução/Redes Sociais

De acordo com o delegado Dmitri Teles, Elizete e Nagib se uniram para pagar a execução, e contrataram Tailandresson. Sobre a existência de um relacionamento amoroso entre Elziete e Nagib, o delegado informou que os dois negaram, em depoimento, e afirmaram ser apenas amigos.

"Os dois foram os mandantes, pagaram para que o terceiro executasse. A mulher era companheira da vítima até antes do crime e o Nagib não mantinha um bom relacionamento com o Célio. Foi um consórcio, os dois coparticiparam para financiar o executor", explicou.

A própria Elziete Nascimento fez um registro na delegacia após o desaparecimento do companheiro, no mês passado. A partir daí, a polícia civil iniciou as investigações e descobriu o envolvimento dela no crime.

"Isso deu início às investigações. Como ela denunciou o desaparecimento, começamos a trabalhar e depois encontramos o corpo. Por fim, descobrimos que ela mesma estava envolvida", contou o delegado Dmitri, que não descarta o envolvimento de outras pessoas.

A motivação do crime seria um relacionamento conturbado entre Célio e Elziete. A suspeita teria sido agredida pelo companheiro, e ela acreditava que ele abusava sexualmente da enteada. O envolvimento de Célio com a esposa de Nagib, algo levantado pelo envolvimento dele no crime, não foi confirmado nos depoimentos dos suspeitos.

Os três suspeitos foram presos temporariamente, por 30 dias. Elziete foi encaminhada ao Centro de Recuperação Feminino, Nagib à Central de Triagem e Tailandresson ao anexo prisional, três setores do Centro de Recuperação Silvio Hall de Moura, na comunidade Cucurunã, em Santarém.

Policial militar Taliandresson Junio Pereira Alves teria recebido R$ 10 mil para cometer o crime — Foto: Polícia Civil/Divulgação Policial militar Taliandresson Junio Pereira Alves teria recebido R$ 10 mil para cometer o crime — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Policial militar Taliandresson Junio Pereira Alves teria recebido R$ 10 mil para cometer o crime — Foto: Polícia Civil/Divulgação

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