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Centro de Endemias estuda a epidemiologia do transmissor da Leishmaniose em Sinop

 
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A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Endemias, tem realizado pesquisas em áreas de reserva de Sinop para o monitoramento do mosquito Flebotomíneios, mais conhecido como mosquito palha, o transmissor da Leishmaniose. De acordo com o biólogo que trabalha no controle de vetores do Centro de Endemias, João de Deus da Silva Filho, com a captura do mosquito, a pesquisa objetiva acompanhar a epidemiologia do vetor no município.

Há alguns anos, o calazar era comumente rural, no entanto, a doença migrou para as áreas urbanas, devido a agressão ambiental ao habitat do mosquito. “Estamos em uma região tropical, de clima, água e vegetação propícia à proliferação de insetos. Então, a nossa preocupação é de poder controlar esta proliferação na nossa região, principalmente, por conta do impacto que o meio ambiente vem sofrendo”, explica João de Deus.

Para a captura dos mosquitos, a equipe utilizou armadilhas de isca luminosa, compostas por lâmpadas UV, capazes de atrair uma grande variedade de insetos voadores, e um refil adesivo que faz a captura dos mesmos.

“As armadilhas foram instaladas ao anoitecer, em reservas florestais, por três dias seguidos, e em cada ponto estratégico elas permaneciam por 12 horas e eram retiradas ao amanhecer. Posteriormente, os insetos capturados foram encaminhados para análise”, relata.

De acordo com relatório técnico de entomologia, fornecido pelo Escritório Regional de Saúde, na primeira etapa da pesquisa, realizada nos dias 27, 28 e 29 de setembro de 2018, em locais de mata, dos bairros Jardim Primaveras e Florais da Amazônia, foram capturados 63 espécies de insetos Flebotomíneos, sendo nove identificadas e apenas um transmissor, denominada Lutzomyia Antunesi. Na segunda etapa, realizada nos dias 27, 28 e 29 de novembro do ano passado, a pesquisa efetuada nos bairros Jardim Primaveras, Jardim Imperial e Jardim Veneza, capturou 427 insetos Flebotomíneos, sendo 18 espécies identificadas, e aproximadamente 30% deste grupo reconhecido como transmissor, denominados Lutzomyia Davisi, Lutzomyia Begonae e Lutzomyia Aragooi.

A terceira etapa, realizada nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro de 2019, ainda não teve as análises concluídas.

Ainda segundo o relatório, o número mais expressivo de Flebotomíneios no segundo levantamento em comparação com o primeiro, pode estar relacionado à época do ano e o ambiente de coleta, uma vez que todos os pontos foram áreas de matas. A pesquisa conclui também que apesar da quantidade discreta de indivíduos identificados como transmissor, é de grande importância continuar implantando ações educativas e realizando o monitoramentos das espécies no município.

Em Sinop, dados fornecidos pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), mostram que 118 pessoas contraíram a leishmaniose em 2018, número pouco abaixo de 2017, ano em que foram registrados 126 casos.


Da Assessoria


 

 

 

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