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Descaso na Educação: Extensão do CEJA Arão Gomes Bezerra tem aulas suspensas por falta de servidores

 

Cerca de 250 alunos estão sem aulas. Faltam coordenador, zeladora e merendeira para atender o prédio.


Alunos da extensão da Escola CEJA Arão Gomes Bezerra denunciaram que não estão tendo aulas, segundo os alunos a informação é que não foram liberados servidores para atuar na extensão, que funciona junto ao Park Shopping Sorriso. “Eu fiquei sabendo por que fui até a escola me informar, porque preciso estudar. Os professores estavam indo, mas o governo não liberou a contratação de um coordenador, uma faxineira e uma cozinheira para trabalhar lá. Estamos sem aula há uma semana, tem muita gente que vem a pé de bairros longe como Mario Raiter, Vila Bela, chega lá não tem ninguém”.

A coordenadora da escola CEJA Arão Gomes Bezerra Francieli Silveira de Aguiar, que atualmente atua também na direção respondeu para nossa reportagem porque as aulas foram suspensas na extensão, atingindo cerca de 250 alunos. “Nós temos 780 alunos matriculados na escola e uma lista de espera de 300 alunos e temos apenas oito salas para atender esses alunos. No dia 15 de Janeiro a gente esteve em Cuiabá solicitando o que a gente faria por não termos salas. Nesse novo governo não existe mais as salas anexas, tem um novo modelo chamado salas compartilhadas e nos orientaram que nós deveríamos procurar o lugar mais próximo daqui da sede para que houvesse essas aulas. O lugar mais próximo daqui seria a extensão do 13 de Maio, no shopping. Pela distância não tem como ficar indo e voltando com esses alunos na hora do intervalo, nem ter como levar merenda e voltar. Tivemos a garantia da Seduc que iriam liberar uma cozinheira, uma pessoa para a limpeza e um coordenador para esse prédio. A gente iniciou as aulas no dia 11 de Fevereiro sem esses cargos ainda, os professores seriam os mesmos que atuam na sede. A SEDUC não autorizou a contratação desses três profissionais até o presente momento”.

Segundo a coordenadora, ela mesma teve que realizar o serviço de limpeza da escola nas primeiras semanas de aula “Nessas primeiras semanas a gente ficou se dividindo em direção e coordenação, um pouco a gente ficava aqui na sede, um pouco a gente ia para lá, por muitas vezes fiz o trabalho de limpeza da escola, juntamente com a cozinheira que lá estava atendendo em média 250 alunos. Por muitas vezes saímos de lá 1 hora da manhã para poder deixar limpo o prédio que é de outra escola, então a gente tem responsabilidade, mas chegou um ponto também que não deu mais. A gente não teve mais força para ficar nessa de ir e voltar. Os alunos estão prejudicados, estão sem aulas e a gente não tem previsão de volta”.

Na sede da escola também faltam profissionais “no ano passado éramos três coordenadoras e mais o diretor. Esse ano, eu estou sozinha na coordenação e a diretora da escola somente para atender todos esses alunos. A grande maioria da nossa clientela são trabalhadores que nos procuram para conversar, para atendimento individualizado”.

A sala de alfabetização para imigrantes, em sua maioria Haitianos, também está prejudicada “Nós não temos professor autorizado para trabalhar com eles, nem o intérprete da língua deles, que é a língua “kreyòl” e o professor integrador. Os professores começaram a atuar num dia e no outro tive que dispensar os alunos também porque não tinha mais os cargos“.

Na Educação Especial não é diferente, faltam profissionais e condições “Nós temos duas salas autorizadas. Nós temos muitos alunos especiais na escola, onde eles têm esse atendimento especializado tivemos um seletivo próprio para atendimento quando a professora passou no seletivo, chegou e foi trabalhar no final da tarde eu tive que dispensar, porque o cargo não existia mais no sistema”.

Além disso, o prédio também bastante antigo e sofre com problemas estruturais como problemas na fiação elétrica e goteiras “Nós temos problemas de salas chovendo dentro, chove mais dentro do que fora. Temos um problema da Fiação, nosso prédio está muito velho, tem média de 30 anos e não recebeu nenhuma reforma. Aqui na sede as aulas não pararam, a gente continua aqui trabalhando todos os dias das 13 horas às 22h30min todos os dias. Nós precisamos da ajuda, nós precisamos ser vistos pela sociedade. Nós não conseguimos mais lutar sozinhos!”.

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