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Quase 15 mil pessoas aguardam resgate em zonas inundadas de Moçambique

Organizações não governamentais relatam que as vítimas do ciclone aguardam por ajuda nos telhados ou em árvores.

 

Quase 15 mil pessoas precisam ser resgatadas rapidamente nas zonas inundadas de Moçambique depois da passagem do ciclone Idai, anunciou nesta quinta-feira (21) o ministro do Meio Ambiente, Celso Correia. O ciclone deixou mais de 300 mortos em Moçambique e Zimbábue, mas a expectativas das autoridades é de que esse número aumente.

"Quase 15 mil pessoas que não estão bem. Estão vivas (...) mas devemos socorrê-las, retirá-las da região", afirmou o ministro do Meio Ambiente.

Na quarta-feira, Celso Correia avaliava que uma área de 100 km de extensão seguia totalmente inundada.

Ciclone na África: mais de 15 mil pessoas aguardam resgate

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Na quinta-feira (14), o ciclone Idai destruiu a cidade portuária de Beira, a segunda maior de Moçambique, com ventos de mais de 177 km/h, seguidos de chuvas torrenciais. Várias localidades ficaram inundadas. Depois, o ciclone seguiu para os países vizinhos Zimbábue e Malawi.

Ele já é considerado a pior tempestade tropical a atingir a região nas últimas décadas e pode ser uma das piores a ter atingido o sudeste do hemisfério sul, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

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Nos telhados

Agentes de resgate ampliaram, nesta quinta-feira, a busca de sobreviventes. Helicópteros transportam pessoas, algumas retiradas dos tetos de casas e de topos de árvores, para Beira, o principal quartel-general da enorme operação de resgate, segundo a Reuters.

Um helicóptero voltou com quatro crianças e duas mulheres, resgatadas de um pequeno estádio de futebol de um vilarejo de resto submerso. Um menino pequeno, com uma perna quebrada, estava sozinho e dava sinais de exaustão quando os agentes de resgate o deitaram na grama antes de levá-lo a uma ambulância.

Nesta quinta, 217 mortes foram confirmadas no país, mas o presidente Filipe Nyusi teme que o número de vítimas passe de mil. No Zimbábue, foram registradas 100 mortes, porém, as autoridades do país acreditam que esse número pode chegar a 300.

Nesta quarta-feira (20), a ONU aprovou ajuda de US$ 20 milhões – cerca de R$ 75 milhões – para ajudar as vítimas do Idai. A União Europeia também anunciou apoio de 3,5 milhões de Euros, equivalentes a R$ 15 mi, para os três países afetados pelo ciclone.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou envio de ajuda médica ao Moçambique, ao Zimbábue e ao Malaui. Segundo o órgão, o carregamento é suficiente para ajudar 10 mil pessoas durante três meses, inclusive para pacientes em estado grave.

Rebecca Albino chora ao lado do caixão de seu marido, Tomas Joaquim Chimukme, durante um funeral, em Beira, na quarta-feira (20) — Foto: Yasuyoshi Chiba / AFP Rebecca Albino chora ao lado do caixão de seu marido, Tomas Joaquim Chimukme, durante um funeral, em Beira, na quarta-feira (20) — Foto: Yasuyoshi Chiba / AFP

Rebecca Albino chora ao lado do caixão de seu marido, Tomas Joaquim Chimukme, durante um funeral, em Beira, na quarta-feira (20) — Foto: Yasuyoshi Chiba / AFP

Ciclone Idai atinge Moçambique e afeta outros dois países da África — Foto: Rodrigo Sanches/G1 Ciclone Idai atinge Moçambique e afeta outros dois países da África — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Ciclone Idai atinge Moçambique e afeta outros dois países da África — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Vista aérea mostra danos em Beira, em Moçambique, após passagem do ciclone Idai. Registro foi feito em 18 de março — Foto: Centro de Clima da Cruz Vermelha / IFRC via Reuters Vista aérea mostra danos em Beira, em Moçambique, após passagem do ciclone Idai. Registro foi feito em 18 de março — Foto: Centro de Clima da Cruz Vermelha / IFRC via Reuters

Vista aérea mostra danos em Beira, em Moçambique, após passagem do ciclone Idai. Registro foi feito em 18 de março — Foto: Centro de Clima da Cruz Vermelha / IFRC via Reuters

Pessoas caminham em rua inundada da cidade de Buzi, na quarta-feira (20)  — Foto: Adrien Barbier/AFP Pessoas caminham em rua inundada da cidade de Buzi, na quarta-feira (20)  — Foto: Adrien Barbier/AFP

Pessoas caminham em rua inundada da cidade de Buzi, na quarta-feira (20) — Foto: Adrien Barbier/AFP

 

 

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