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Conselho Militar mantém prisão de PMs acusados de matar tenente

 
O Conselho Militar da 11ª Vara Militar de Cuiabá manteve por unanimidade a prisão dos policiais militares Lucélio Gomes Jacinto, Joailton Lopes de Amorim e Werney Cavalcante Jovino acusados de matar o 2º tenente do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Carlos Henrique Paschiotto Sheiffer, em maio de 2017. Os militares foram indiciados por homicídio triplamente qualificado.

A decisão foi proferida em audiência realizada na tarde desta quinta-feira (21) no Fórum da Capital. Nesta audiência, o Conselho Militar deliberou sobre a ratificação da prisão preventiva decretada no último domingo (17) e também pela revogação da prisão solicitada pela defesa dos acusados. Os 4 juízes militares acompanharam o voto do titular da vara, Marcos Faleiros.

Os acusados tiveram a prisão decretada pela Justiça na última quinta-feira (14) e foram presos no domingo, quando passaram por audiência de custódia. Eles estão detidos em diferentes quartéis de Cuiabá.

A defesa dos acusados pediu pela liberdade provisória dos clientes ou medida diferente da prisão, para que os soltassem. J, representante do cabo Jovino, alegou que a manutenção da prisão "é excessiva ao extremo" e ainda que o militar estaria contribuindo com as investigações.

O Ministério Público Estadual (MPE), representado pelo promotor Allan Sidney Duó Souza, pleiteou pela manutenção da prisão pela garantia da ordem pública, periculosidade dos acusados e gravidade do crime que "estrapola os princípios éticos militares. "Ameaça a manutenção da hierarquia e disciplina", pontuou o promotor sobre a liberdade dos réus.

Marcos Faleiros ao explanar sobre seu voto ao Conselho Militar considerou as evidências apontadas pela denúncia do MPE, a qual identificou os policiais militares como autores da morte do tenente Sheiffer para evitar responsabilização por desvio de conduta. Foi constatado também nas investigações que os acusados inventaram uma história para encobertar a morte do superior como se fosse em um confronto com criminosos do "novo cangaço".

Laudo pericial apontou no entanto que Scheifer foi atingido por um disparo frontal efetuado pelo próprio colega de farda na região abdominal em um local que havia sido, no dia anterior, palco de confronto entre policiais e suspeitos de roubo.

"Voto pela ratificação da decisão [de manutenção da prisão preventiva] como o indeferimento do pedido de revogação preventiva dos acusados devendo eles permanecerem recolhidos em quartel até o dislinde deste julgamento", afirmou o magistrado ao conselho, que também acompanhou o voto de Faleiros.

Entenda o caso

A motivação do crime, segundo o MPE, foi evitar que o tenente Sheiffer adotasse medidas contra os denunciados que pudessem resultar em responsabilização e, até mesmo eventual perda da farda, por desvio de conduta em uma operação que culminou na morte de um dos suspeitos de roubo na modalidade “novo cangaço”.

Conforme os autos do MPE houve divergências no registro de uma ocorrência sobre a morte de um suspeito, em que a vítima e o cabo Jacinto se desintenderam por conta de declarações falsas inseridas no boletim.

No mesmo dia Sheiffer foi morto por tiro na região do abdomên, durante diligência realizada no local de um confronto ocorrido no dia anterior.

Os colegas de farda relataram que o tenente foi atingido por um suspeito que estava em meio à mata. Porém ficou comprovado que o projétil alojado no corpo do tenente partiu de um fuzil portado pelo Cabo PM Lucélio Gomes Jacinto.

Desde então os militares tem mudado as versões sobre o fato ocorrido no dia da morte de Carlos Henrique Paschiotto Sheiffer.


Gazeta Digital

 

 

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