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Cacá Diegues toma posse como imortal da Academia Brasileira de Letras

Diretor de filmes como Xica da Silva passa a ocupar Cadeira 7, que foi de seu amigo Nelson Pereira dos Santos. Grande noite para o cinema brasileiro , disse após cerimônia.

 
 -   / - G1  / FolhaPA
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O cineasta Cacá Diegues, diretor de "Xica da Silva", "Bye Bye Brasil" e "Orfeu", entre outros filmes, tomou posse nesta sexta-feira (12) na Academia Brasileira de Letras. No primeiro discurso como imortal, mencionou a influência da literatura no cinema.

Ele passou a ocupar a Cadeira 7 da instituição, substituindo o também diretor Nelson Pereira dos Santos, que morreu em abril. Os dois eram amigos e, juntos, fizeram parte do movimento conhecido como Cinema Novo.

"A escolha da Academia pelo meu nome é também uma homenagem a Nelson, ao cinema brasileiro, a tudo que nós fizemos juntos e separados. É uma grande noite para o cinema brasileiro", disse, após a cerimônia, em entrevista à TV Globo.

O cineasta foi eleito em agosto do ano passado. Ele concorreu com 11 candidatos e recebeu 22 votos dos 24 acadêmicos presentes, 11 por cartas. Três não votaram por motivo de saúde.

Cacá Diegues durante apresentação do filme "O grande circo místico" no 71º Festival de Cannes — Foto: Alberto PIZZOLI / AFP Cacá Diegues durante apresentação do filme "O grande circo místico" no 71º Festival de Cannes — Foto: Alberto PIZZOLI / AFP

Cacá Diegues durante apresentação do filme "O grande circo místico" no 71º Festival de Cannes — Foto: Alberto PIZZOLI / AFP

Vida e obra

Alagoano radicado no Rio de Janeiro, Diegues fez mais de 20 longas-metragens ao longo da carreira. Entre os mais premiados estão “Bye Bye Brasil” (1980), "Veja esta canção" (1994) e “Tieta do Agreste” (1995), além de "Xica da Silva”.

Também são filmes dele: “Ganga Zumba” (1964), “Os herdeiros” (1969), “Joanna Francesa” (1973), “Chuvas de verão” (1978), “Quilombo” (1984), “Um trem para as estrelas” (1987), “Orfeu” (1999), “Deus é brasileiro” (2003), “O maior amor do mundo” (2005) e “O grande circo místico” (2018), inspirado na obra do poeta Jorge de Lima.

Cacá Diegues, recebe homenagem no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro — Foto: G1/Alexandre Durão Cacá Diegues, recebe homenagem no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro — Foto: G1/Alexandre Durão

Cacá Diegues, recebe homenagem no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro — Foto: G1/Alexandre Durão

Em 2012, o diretor foi o homenageado do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em cerimônia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Diegues também já foi enredo da escola de samba Inocentes de Belford Roxo, da Série A do carnaval do Rio, em 2016. O enredo era "Cacá Diegues - Retratos de um Brasil em cena".

Inocentes de Belford Roxo - O cineasta Cacá Diegues participa do desfile em sua homenagem e está no último carro da escola — Foto: G1/Alexandre Durão Inocentes de Belford Roxo - O cineasta Cacá Diegues participa do desfile em sua homenagem e está no último carro da escola — Foto: G1/Alexandre Durão

Inocentes de Belford Roxo - O cineasta Cacá Diegues participa do desfile em sua homenagem e está no último carro da escola — Foto: G1/Alexandre Durão

Além dos filmes, ele também se dedicou à literatura. Publicou “Ideias e imagens”, "Vida de cinema”, com mais de 600 páginas sobre o Cinema Novo, e “Todo domingo”, uma coletânea de textos publicados semanalmente no jornal "O Globo", entre outras obras.

Diegues tem três filhos: Isabel e Francisco, do seu casamento com a cantora Nara Leão - de quem se separou na década de 1970 - e Flora, fruto do casamento com a produtora de cinema Renata Almeida Magalhães, com quem vive desde 1981.

 

 

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