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Unidade da ‘Justiça restaurativa’ completa um ano em Oriximiná com 169 acordos realizados

Unidade já atendeu mais de 1.200 pessoas desde a sua implantação na UIPP do município.

 
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Instalada em 8 de maio de 2018 na UIPP de Oriximiná, no oeste do Pará, a unidade de mediação de conflitos do programa Justiça Restaurativa já atende 1.234 pessoas e celebrou 169 acordos. A unidade atende pessoas em situação de violência.

Para a mediadora de conflitos da unidade, Eloísa Helena da Costa, o resultado do trabalho é positivo, não só pelos acordos firmados ao longo desse primeiro ano de funcionamento, mas principalmente pela oportunidade das vítimas poderem expor a quem está lhes causando sofrimento, o que elas sentem.

“Nesse período de um ano nós conseguimos mediar acordos entres vítima, ofensor e a comunidade presente. O resultado é positivo não só pelos acordos, mas porque hoje Oriximiná foi agraciada com esse programa de Justiça Restaurativa que veio atender famílias, pessoas que estão vivendo situação de violência. Aqui a gente faz a escuta e orienta a vítima como seguir adiante. A vítima tem a possibilidade de colocar para a outra pessoa como ela está se sentindo dentro daquela situação. A outra parte houve e na maioria das vezes se sensibiliza”, contou Eloísa Helena.

No dia a dia, a unidade de mediação atende conflitos familiares, conflitos entre vizinhos, questões relacionadas a usuários de drogas, crianças em situação de vulnerabilidade e idosos. Para os atendimentos, a mediadora Eloísa Helena participou de capacitação ministrada pela juíza da Infância e Juventude de Santarém, Josineide Pamplona.

Segundo Eloísa Helena, o delegado William Fonseca tem sido parceiro do programa e não abre mãe da unidade de mediação de conflitos na UIPP de Oriximiná.

“O delegado passa os casos, a gente faz a escuta da vítima, notifica a outra parte para que a gente possa mediar o conflito. A mediação de conflitos desafoga não só a polícia como o Ministério Público e a própria justiça”, destacou Eloísa Helena.

A mediadora de conflitos informou que os casos que mais chegam à unidade estão relacionados à negligência com o acordo de alimentos, pais que deixam de pagar a pensão alimentícia para os filhos. “Também recebemos casos de alienação parental e a gente notifica os pais para que eles não causem prejuízos aos filhos. Ameaças entre casais por mensagens e pessoalmente, também são comuns. Quando não há cumprimento do acordo, a vítima é orientada a entrar com medida protetiva”, explicou.

Na manhã desta quarta-feira (8), uma liderança comunitária esteve na unidade de mediação de conflitos e contou sobre a celeridade para a solução dos casos. “É um trabalho que vem facilitando a nossa vida, porque a gente como coordenador de comunidade precisa de um apoio de modo rápido. Tivemos um caso resolvido em menos de uma semana, o acordo foi mediado para uma boa convivência na comunidade Jesus Misericordioso. E isso é muito bom porque a gente precisa conviver bem com todo mundo”, declarou Odair José.

*Colaborou Márcio Garcia, de Oriximiná

 

 

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