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Cidades paraenses sofrem com inverno amazônico que deve se estender até julho

Municípios do Nordeste, da Ilha do Marajó e da Região Metropolitana são os mais afetados pela chamada zona de convergência intertropical. Cidades inteiras ficaram debaixo d água nesta quarta, 8.

 
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As chuvas intensas que atingem cidades do Pará vão continuar até o início de julho, de acordo com os técnicos do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). O inverno amazônico mais intenso alagou municípios inteiros, isolou comunidades, causou a interdição de vias e preocupa autoridades que decretaram situação de emergência.

Bragança, cidade do nordeste do Pará, decretou situação de emergência. Lá a chuva durou 11 horas nesta quarta-feira (8) e junto com a cheia do Rio Cereja deixou bairros inteiros debaixo d’água. Mais de 500 casas foram alagadas e quatro pessoas chegaram a ser arrastadas pela correnteza, mas foram resgatadas.

O igarapé, pequeno rio, que passa abaixo da BR-305, transbordou e causou o rompimento parcial da rodovia perto do quilômetro 194. A Polícia Rodoviária Federal precisou, então, interditar a área.

Chuvas devem continuar até julho, segundo técncios do SIPAM. — Foto: Produção / Tv Liberal Chuvas devem continuar até julho, segundo técncios do SIPAM. — Foto: Produção / Tv Liberal

Chuvas devem continuar até julho, segundo técncios do SIPAM. — Foto: Produção / Tv Liberal

Em Tracuateua, também no nordeste do Estado, a chuva registrada nos últimos dias foi a mais intensa dos últimos dez anos. Toda a cidade ficou alagada e os bueiros entupidos deixaram complicado o trânsito das principais avenidas.

O prefeito da cidade, Tamariz Cavalcante disse que “no nosso município está isolado a área urbana da área rural. O inverno está muito forte na nossa região”.

Na cidade de Capitão Poço, ainda no nordeste do Pará, 31 comunidades foram afetadas pela chuva, de acordo com a Defesa Civil.

Clima

De janeiro a abril deste ano o nordeste do Pará registrou mais de 2.100 milímetros de chuva. Apenas nos primeiros dias do mês de maio, choveu a média de um mês inteiro: 260 milímetros e deve ultrapassar o registro de 400 milímetros de chuvas.

Os técnicos do Sistema de Proteção da Amazônia explicam que toda essa água e a manutenção das chuvas intensas está ligada a um fenômeno conhecido como zona de convergência intertropical.

Por causa dele, há um “aquecimento anómalo das águas do oceano da costa norte e os sistemas estão demorando para passar, por isso, ela [chuva] deve continuar”, reforça o meteorologista, Luiz Alves.

As áreas afetadas são as mais próximas da costa, por isso o Nordeste, a Ilha do Marajó e a Região Metropolitana de Belém são os mais afetados.

Em Bragança quatro pessoas chegaram a ser arrastadas pela água, mas foram resgatadas.  — Foto: Produção / TV Liberal Em Bragança quatro pessoas chegaram a ser arrastadas pela água, mas foram resgatadas.  — Foto: Produção / TV Liberal

Em Bragança quatro pessoas chegaram a ser arrastadas pela água, mas foram resgatadas. — Foto: Produção / TV Liberal

 

 

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