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POLÍTICA

Mauro critica ''soltura'' de Silval e cobra penas maiores para corruptos no país

 
O governador Mauro Mendes (DEM) fez duras críticas à legislação brasileira relativa aos crimes de colarinho branco em particular e ao ex-governador Silval Barbosa de forma genérica na manhã desta quinta-feira (16), durante encontro dos prefeitos que compõem a diretoria executiva da Associação Mato-grossense dos Municípios com o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Glademir Aroldi. Ele respondia aos jornalistas se o fato de Silval ter conseguido progressão de pena para o regime semiaberto denotaria que o crime compensa no Brasil.

Inicialmente diplomático, afirmou que cabe ao Ministério Público (MP) e à justiça lidar com isso e que ele como governador não se posicionaria. “Como cidadão, gostaria que todos aqueles que praticam crimes contra a administração pública tivessem penas muito, muito, mas muito mais duras do que atualmente têm. Lamentavelmente isso não está acontecendo no Brasil e nem depende do MPE e do judiciário, porque eles julgam, prendem e processam de acordo com as leis brasileiras”, disparou.

Mendes disse que a responsabilidade por isso é do Congresso Nacional, que tem a “bola” nas mãos mas não têm coragem pra fazer os enfrentamentos que o país precisa. “Um deles é esse, ter penas mais duras, mais severas para aqueles que metem a mão no dinheiro público”.

O chefe do Executivo ainda partiu para cima de outro ex-ocupante do Palácio Paiaguás, Pedro Taques (PSDB), criticando duramente algumas de suas obras, que teriam ora ponte sem estrada, ora estrada sem ponte, como aconteceu com uma em Poconé (101 quilômetros distante de Cuiabá). “Não é só em Poconé, temos em vários municípios. Total falta de planejamento, total falta de projeto, de responsabilidade com o dinheiro público. Se temos pouco recurso, temos obrigação de mostrar resultado pra população. É inadmissível isso, e não é tão simples consertar. A Sinfra tem tudo mapeado e já está dando autorizações de serviço em alguns dos absurdos que aconteceram, mas alguns não são tão simples, porque demandam talvez até licitação, projeto”.

Alguns dos consertos dos erros de outros governadores, disse o atual, já estão esperando o fim do período chuvoso. “Se não tivesse que cumprir a 8.666, não tivesse que responder ao MP, garanto aos senhores que teria muito mais efetividade ao dinheiro público, mas não sou eu que fiz nem que faz as leis que regem a administração pública em todo o país”, continuou Mendes.

Outro assunto tratado por Mendes relativo a Pedro Taques diz respeito ao concurso público realizado na gestão anterior e com milhares ainda não convocados. Só para professor, são 5 mil postos ainda não preenchidos mas com pessoas aprovadas. A situação se repete com agentes penitenciários, delegados (100 vagas, só 18 convocados) e outros profissionais.

“Temos hoje muitas ações judicializadas e demandas requeridas pelo Ministério Público, de nossos secretários, preciso muito saber quanto vai ficar essa conta e quem vai pagá-la. De onde vai vir esse dinheiro? Precisamos ter essa conversa franca e sincera com a sociedade. São questões simples e não são muito difíceis e é isso que queremos comunicar, pra que a população entenda que simplesmente não existe dinheiro do Estado. O dinheiro é do cidadão e das empresas”, repetiu.

Mauro Mendes preferiu não responder sobre a questão dos débitos atrasados com a saúde e afirmou que o primeiro grande esforço do governo é pagar em dia e para isso não pode simplesmente ficar pagando “coisas do passado” e deixar atrasar o presente. “O governo faz esse esforço de tentar colocar o pagamento dentro do dia 10 pros servidores. Estamos investindo no cidadão e parte desse recurso para liquidar esse passado que é um direito das pessoas receber. Agora tenho certeza que estamos fazendo uma lição dura de casa pra atingir esse equilíbrio”.


Folha Max

 

 

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