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Oposição trabalhista rompe negociações sobre o Brexit com o governo

O partido conservador pediu para que a primeira-ministra Theresa May renuncie.

 
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O líder da oposição trabalhista britânica, Jeremy Corbyn, anunciou nesta sexta-feira (17) a ruptura das negociações com o governo da conservadora Theresa May, iniciadas em abril para buscar uma saída ao impasse do Brexit.

As discussões "chegaram o mais longe possível" devido à "crescente fraqueza e instabilidade" do Executivo, escreveu Corbyn em uma carta a May.

Na quinta-feira (16), o próprio partido de May solicitou que ela se preparasse para renunciar a partir de junho.

Conversas não foram conclusivas

Corbyn enviou uma carta aberta para a primeira-ministra. Ele afirma que não faz sentido seguir com os contatos frente a instabilidade da formação da coalização atualmente no poder, o que dificulta chegar a um pacto.

Há seis semanas, as duas partes haviam iniciado uma negociação para tentar chegar a um Brexit que pudesse passar no parlamento, depois de três derrotas na Câmara.

As conversas foram o mais longe possível, disse Corbyn. "Não conseguimos superar as importantes diferenças políticas entre nós", afirmou.

Ao se referir às divisões internas no Partido Conservador, ele indica que a posição do governo se tornou cada vez mais instável, e a sua autoridade foi erodida", o que dificulda a possibilidade do Executivo de chegar a um acordo de compromisso sobre as condições da retirada do Reino Unido da União Europeia.

O fracasso das negociações entre os partidos acontece depois da primeira-ministra aceitar, na quinta (16), organizar a sua saída do poder, depois da quarta votação do Brexit, na semana que começa no dia 3 de junho.

Corbyn lembra que houve vezes em que propostas do governo foram rechaçadas por outros membros do Executivo.

Ele ainda disse que as conversas foram construtivas e que houve esforços de ambas as partes, mas que as diferenças não puderam ser superadas.

Os trabalhistas defendem uma união aduaneira permanente com a União Europeia, o que é rechaçado pelo Executivo, por considerar que isso impossibilitaria ao Reino Unido negociar acordos comerciais com terceiros.

 

 

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