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Autor de chacina em Belterra já está na penitenciária de Santarém

Mãe de Mauro Barrozo e o filho de 14 anos foram levados para um abrigo, onde receberão atendimento psicológico.

 
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O assassino confesso de Pedro Buschetto, 63 anos, Raimundo Silva de Paula, 43 anos e Douglas Boschetto de Paula, 12 anos, foi levado na tarde desta quinta-feira (6), para a central de triagem masculina do Centro de Recuperação Silvio Hall de Moura, em Santarém,oeste do Pará, onde ficará à disposição da Justiça.

Antes de ser levado para a penitenciária, Mauro Barrozo, de 40 anos, foi submetido a exame de corpo de delito no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, em Santarém. A mãe dele, Maria Barrozo, 69 anos, e o filho Daniel Barrozo, de 14 anos, foram encaminhados a um abrigo, onde receberão acompanhamento psicológico.

O triplo homicídio na comunidade Paca, na zona rural do município de Belterra, no oeste paraense, aconteceu no final da tarde do dia 27 de maio. Desde então, um operação foi deflagrada pelas polícias Civil e Militar de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos, para prender Mauro e localizar a mãe e o filho que eram considerados desaparecidos.

Mauro foi preso na madrugada desta quinta-feira, após descer de um ônibus na BR-163, à altura do bairro Matinha, zona urbana de Santarém. Ele estava acompanhado pela mãe por seu filho Daniel. Os três caminhavam às margens da rodovia quando foram localizados por uma viatura do Grupamento Tático Operacional (GTO), após o motorista do ônibus avisar a polícia que ele haviam pego a condução no quilômetro 72 e descido no bairro Matinha.

Os três foram conduzidos à Seccional de Polícia Civil de Santarém, onde foram ouvidos para esclarecimentos dos crimes. Mauro confessou ser o autor dos disparos de espingarda que mataram Pedro, Raimundo e Douglas no dia 27, mas negou ter tirado a vida do filho de 10 anos, Manoel Barrozo, o "Manoelzinho". O corpo da criança foi encontrado no meio do mato na comunidade São Benedito, em Belterra, na manhã do dia 28 de maio.

Após os depoimentos e com base em informações levantadas no curso das investigações, a polícia se convenceu de que Mauro não matou o filho. O tiro teria sido disparado acidentalmente por Daniel quando este armava a espingarda para caçar, vindo a tingir o rosto de Manoelzinho.

A polícia ainda aguarda laudos periciais da arma de Mauro, que foi apreendida nesta quinta, para saber se saiu dela, de fato, o tiro que matou Manoelzinho.

Der acordo com o delegado Jamil Farias Casseb, o adolescente confirmou a versão da mãe sobre as circunstâncias da morte do irmão.

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