Mundo

Mundo

Fechar
PUBLICIDADE

Atualidades

Morte de bebês por malformação do coração pode ser evitada no pré-natal

Doença é a terceira maior causa de mortes em recém-nascidos no Brasil, e afeta cerca de 29 mil crianças por ano

 
jorusp

download do áudio Diversas preocupações sobre a saúde do bebê cercam o período de gestação. A malformação do feto pode gerar complicações que levam ao óbito, e as cardiopatias congênitas são um dos problemas mais frequentes. Esses defeitos anatômicos que acometem o coração ou os grandes vasos associados ao órgão, se não forem submetidos à cirurgia, matam todo ano aproximadamente 12.500 crianças antes de completarem um ano de vida, e 23 mil ao longo da primeira infância e adolescência.

Para alertar a população sobre os perigos da doença e possíveis precauções a serem tomadas, o Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) comemora, neste dia 12 de junho, o Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita. A solução que dá maiores chances à criança de sobreviver já está determinada: diagnosticar a doença ainda durante o pré-natal.

Foto: MedicalPrudens/Pixabay-CC
Uma vez que a cardiopatia congênita é diagnosticada ainda na gravidez, existe a possibilidade de se encaminhar a gestante para um centro de referência. Assim, o bebê pode ter um tratamento adequado com cardiopatas específicos logo quando nasce, o que faz toda a diferença, disse ao Jornal da USP no Ar a cardiopediatra Estela Azeca, da Unidade Clínica de Cardiopatia Pediátrica do InCor.

A especialista conta que uma das dificuldades do diagnóstico é a necessidade de se fazer um exame de ultrassom especificamente direcionado para analisar a formação do coração, e infelizmente poucos centros possuem especialistas e equipamento apropriado para realizá-lo. Nos casos em que não se percebe a doença antes do nascimento, o acompanhamento com um pediatra é imprescindível para que ele note os sintomas o quanto antes e encaminhe o caso para um especialista.

Existem alertas que as próprias mães podem reparar para colaborar com o diagnóstico, conta Estela. Se o bebê logo nos primeiros dias em casa demonstrar cansaço, dificuldade de mamar, ou até mesmo “ficar roxinho” quando chorar, são indícios da existência de cardiopatia. Ela ainda pontua que, durante a gravidez, se a mãe contrair alguma infecção no primeiro trimestre – período no qual ocorre a formação do feto -, fizer uso de alguma medicação, ou tiver doenças crônicas como lupus e diabete, há um risco maior de malformação do coração.

Se for realizado um bom pré-natal e o diagnóstico for feito prontamente, as intervenções podem ser realizadas com resultados muito favoráveis, explica a cardiopediatra. “Na grande maioria dos casos, se realizada uma correção cirúrgica, o prognóstico da criança pode ser alterado e ela poderá chegar à vida adulta vivendo normalmente”, conclui.


Jornal da USP no Ar 
Jornal da USP no Ar é uma parceria da Rádio USP, Faculdade de Medicina e Instituto de Estudos Avançados. Busca aprofundar temas da atualidade de maior repercussão, além de apresentar pesquisas, grupos de estudos e especialistas da Universidade de São Paulo.
No ar de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.
Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

.

jQuery(document).ready(function($) { $.post('https://jornal.usp.br/wp-admin/admin-ajax.php', {action: 'wpt_view_count', id: '252040'}); });

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE